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AL celebra o Dia do Trabalho

Publicado em: 03/05/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

A mesa dos trabalhos da sessão especial foi composta por lideranças políticas e sindicais
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Palavras em favor da redução da jornada, por melhores salários e contra a exploração do trabalhador marcaram a sessão especial do Dia do Trabalho na Assembleia Legislativa. Proposto pelo deputado Álvaro Gomes (PC do B), o evento foi realizado na última sexta-feira, um dia antes do feriado de 1º de maio, que este ano caiu no sábado.
A sessão especial teve um bom número de pessoas, apesar da manifestação de rodoviários que deixou muita gente sem transporte no início da manhã de sexta-feira. Representantes de entidades sindicais e de movimento sociais, como os sem-terra e os sem-teto, eram maioria no plenário da AL. O deputado federal Daniel Almeida (PC do B), líder da bancada de esquerda na Câmara, também marcou presença no encontro.
"A redução da jornada de trabalho continua na ordem do dia", observou Álvaro Gomes, lembrando que há muito tempo tramita na Câmara de Deputados projeto de lei que propõe a jornada de trabalho de 40 horas semanais contra as 44 horas atuais.
O deputado comunista relatou, em seu discurso na sessão especial, que o 1º de Maio teve origem em 1886, nos Estados Unidos, quando trabalhadores de Chicago fizeram uma greve geral pela redução da jornada. Na época, a situação era bem pior do que é hoje: os operários trabalhavam em média 13 horas por dia, chegando alguns deles a ficar na fábrica por 17 horas seguidas.
"No dia 1º de maio de 1886, a polícia de Chicago reprimiu uma manifestação dos trabalhadores, provocando dezenas de baixas, entre mortos e feridos", contou o parlamentar. Outro 1º de maio, no ano de 1891, mais uma repressão aos trabalhadores, desta vez na França, consolidou de vez a data como dia de protesto dos trabalhadores.

FERIADO

"Finalmente, 1920, a Rússia adotou o 1º de Maio como feriado, exemplo seguido por diversos outros países", continuou Álvaro Gomes, em seu discurso. Ele ressaltou que, a despeito dos Estados Unidos nunca terem reconhecido a data, o Congresso Americano aprovou a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Para o deputado Daniel Almeida, o Congresso brasileiro pode agora dar uma passo adiante, com a redução da jornada de 44 horas. "Já está provado que tecnicamente a redução da jornada de trabalho é possível. O problema é político, o problema é que o esforço do trabalhador sempre foi visto como uma mercadoria", afirmou Almeida, acrescentando que a redução da jornada vai permitir o aumento das vagas de emprego no país.
A pesquisadora Petilda Serva Vazquez, autora do livro Momento: Intervalo Democrático e Sindicalismo (1942-194), foi além. Segundo ela, já está provado que tecnicamente a jornada de trabalho pode ser reduzida para 13 horas semanais.
"Esta jornada significa a emancipação humana." Também participaram do evento José Nivaldo Lima (presidente da Federação dos Trabalhadores da Construção Civil), Antonio Balbino (da Federação dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas), Joelson Dourado (do Sindicato dos Comerciários), dentre outros.



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