Preocupado com notícias de violência sexual incentivada pelo uso das pulseirinhas coloridas, as chamadas ‘pulseiras do sexo’, ‘pulseiras da malhação’ ou ‘shag bands’, o deputado estadual Sérgio Passos (PSDB) apresentou projeto de lei que dispõe sobre a proibição do adereço no estado da Bahia. "É importante pensar numa solução para esta brincadeira que virou problema e a cada dia ganha gravidade", justificou.
Feitas de material plástico ou siliconado e facilmente encontradas em camelôs, onde são vendidas em conjuntos que custam, em média, de R$ 1 a R$ 2, as pulseirinhas determinam jogos de conotação sexual através de suas cores. Cada cor representa um ato afetivo, ou sexual, que vai desde um abraço a relações sexuais completas. Segundo as regras do jogo, quem tiver a pulseira arrebentada precisa cumprir o que comanda a cor.
A cor amarela significa um abraço; a laranja, uma mordida, a roxa, o beijo de língua; já a pulseira rosa significa que as meninas devem mostrar os seios; arrebentando a vermelha, a menina ou o menino deve se sentar no colo do outro; a azul é o sexo oral praticado pela menina; o rosa claro, o sexo oral praticado pelo menino; a pulseirinha branca é o passe livre, a menina deve decidir o que fazer; a verde significa puxões no pescoço; quem arrebentar a preta ganha o ato sexual completo, e ainda tem a pulseira dourada, que se arrebentada significa que a menina deverá praticar todos os atos citados anteriormente.
"Trata-se de um modismo inicialmente inocente que se espalhou com força entre os jovens adolescentes e está tomando conta dos noticiários em todo o Brasil", comentou Passos. A preocupação do parlamentar é de que as pulseiras são usadas, geralmente, por estudantes com idade entre 10 e 15 anos.
O parlamentar propõe multa de 10 Ufirs (Unidade Fiscal), aplicada em dobro na reincidência, para quem for flagrado comercializando o adereço. O estabelecimento reincidente que for flagrado pela terceira vez persistindo na venda das pulseirinhas terá sua licença de funcionamento estadual cassada.
"A sociedade tem a obrigação constitucional de proteger crianças e adolescentes de todas as situações que coloquem em risco sua integridade física e psíquica, assim há necessidade de se tomar uma providência para coibir a comercialização dos adornos que têm conotação sexual e que invadiram os ambientes educacionais", ressaltou Sérgio Passos.
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