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Coronel defende exames para detectar o câncer de próstata

Publicado em: 05/04/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentar diz que a maioria dos tumores iniciais da próstata acontece de forma silenciosa
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"A maioria dos tumores iniciais da próstata acontece de forma silenciosa, sendo de extrema importância o diagnóstico precoce realizado através de exames periódicos". Essa afirmação é do deputado Ângelo Coronel (PP), que apresentou na Assembleia Legislativa o projeto de lei no 18.576/2010, que obriga todos os homens maiores de 45 anos a realizarem os exames do toque retal e PSA (antígeno prostático específico), além de outros exames complementares, como método de detecção precoce de doenças da próstata.

De acordo com o artigo primeiro do projeto de lei, toda a rede pública referenciada de saúde do estado da Bahia será obrigada a realizar os exames. A obrigatoriedade, conforme o artigo segundo, será pautada pela avaliação médica realizada nas consultas de rotina, quando averiguada a idade estipulada pela lei. No entanto, esta idade pode ser reduzida em cinco anos, caso o paciente apresente histórico de câncer de próstata na família.

Ângelo alerta que a hiperplasia benigna da próstata (HPB), conhecida como "inchaço da próstata" e o câncer de próstata são as doenças mais comuns desse órgão e costumam aparecer a partir dos 50 anos. "A detecção precoce, realizada através de exames específicos, é fundamental para o tratamento destas doenças". O parlamentar ainda chama atenção para dados do Instituto Nacional do Câncer que indica, no Brasil, o câncer de próstata como o segundo mais comum entre os homens, estando atrás, apenas, do câncer de pele não melanoma. É, em valores absolutos, o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total. "No nosso país estima-se mais de 50 mil novos casos para o ano de 2010", preocupa-se o deputado.

O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil, acredita Coronel, pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação e pela evolução da expectativa de vida no país. Entretanto, mesmo esta visão positiva não tranquiliza o deputado, que insiste na importância da medida apresentada virar lei. "Considerando que ainda há um nível significativo de desinformação, aliado ao preconceito por parte da população masculina, o risco de aumento de novos casos é eminente. O que justifica a imposição da obrigatoriedade dos exames". A intensificação de campanhas educativas e informativas também são apontadas por Ângelo como primordiais na conscientização da população.



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