MÍDIA CENTER

Gilberto Brito propõe mediação escolar para redução da violência

Publicado em: 11/03/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentar informa que a prática vem sendo aplicada com êxito no Rio de Janeiro e no Ceará
Foto:

Com a proposta de diminuir a incidência de casos como o do adolescente F.S.L., de 15 anos, que esfaqueou nesta semana o professor Marcos Costa no Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, em Cajazeiras VI, foi protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia uma indicação ao governador Jaques Wagner e ao prefeito de Salvador, João Henrique, para que implantem o projeto de mediação escolar nas unidades das redes estadual e municipal. Segundo o autor, deputado Gilberto Brito, a prática vem sendo aplicada com êxito no Rio de Janeiro e no Ceará, podendo ser adotada como complementação ao projeto Escola e Violência Doméstica, desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, por meio do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A mediação existe desde a antiguidade, mas a sua difusão como método formal de resolução de conflitos ocorreu a partir de meados da década de 1960, nos Estados Unidos. O deputado Gilberto Brito informa em sua indicação que, no Brasil, o desenvolvimento de projetos em mediação escolar ainda é pequeno; contudo, pode ser destacada a experiência do Projeto Escola de Mediadores, que foi desenvolvido em 2000 e 2001, numa parceria do Instituto NOOS, Viva Rio – Balcão de Direitos, Mediare e Secretaria Municipal de Educação, em duas escolas públicas do município do Rio de Janeiro. A iniciativa teve o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, responsável pelo Programa Escolas de Paz, sendo elaborada pelo grupo responsável a Cartilha de Mediadores para o Projeto Escola de Mediadores, estimulando as escolas a adotar este projeto.
Gilberto Brito, que é delegado de polícia licenciado para exercício do mandato parlamentar, disse considerar que a iniciativa das secretarias da Educação e da Segurança Pública são importantes, mas é preciso ser complementada com a mediação dos conflitos dentro das escolas. Tanto na experiência do Rio de Janeiro quanto na do Ceará, trabalhou-se com os diversos atores da comunidade escolar – professores, alunos, pais – e formou-se uma equipe de jovens estudantes mediadores para atuar no cotidiano da escola. "É fundamental que sejam buscados pela própria comunidade escolar, devidamente capacitada, meios de prevenir, administrar e gerir os conflitos surgidos na instituição escolar", argumenta. O projeto Escola e Violência Doméstica da Bahia foi iniciado em 2009, em unidades da Baixa do Tubo e Saramandaia, áreas destacadas pela SSP como sendo de risco por apresentarem alto índice de violência doméstica.
O deputado, afeito a pesquisas sobre boas práticas no país, cita Pedro Morais Martins, mediador de conflitos e vice-presidente do Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal (Imap), na defesa da mediação escolar: "Devemos ensinar aos alunos e aos adultos a identificar quando estamos ou não perante um conflito. Os conflitos são inevitáveis. Devemos é procurar administrá-los de forma construtiva."



Compartilhar: