"Reverenciamos todas as mulheres que por gerações combateram a exploração, a discriminação de gênero, as mais violentas formas de opressão e lutaram pela superação dos conceitos históricos de inferioridade e submissão ao homem." Esta homenagem ao Dia Internacional da Mulher foi do deputado Bira Corôa (PT), através de moção de congratulação apresentada na Assembleia Legislativa.
Segundo Bira, mesmo o 8 de março tendo nascido nos EUA, com o episódio da fábrica Nova Iorque Cotton, se olharmos para nosso próprio país, constataremos que as mulheres brasileiras mudaram os rumos da história e protagonizaram papéis fundamentais nas principais conquistas que obtivemos. Como exemplo, o parlamentar cita Joana Angélica, Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Ana Néri, Patrícia Galvão, a Pagu, entre outras mulheres especiais, cuja luta é quase silenciosa e os registros históricos são inexistentes.
"Por mais que a historiografia oficial procure esconder, a luta das mulheres no combate às injustiças tem sido responsável pelos avanços obtidos no tocante às relações sociais ao longo da história", atesta o petista, que relembra a bravura das mulheres indígenas brasileiras e latino-americanas exterminadas ao longo dos anos de dominação luso-espanhola, as Candaces Africanas: mulheres de sangue real, poderosas, que ocupavam posições proeminentes na África antiga e foram arrancadas de seus lares para serem escravizadas no "Novo Mundo", mas que mantiveram a sua essência. Além das baianas de acarajé, escravas de ganho conseguiram comprar suas cartas de alforria com a venda de seus quitutes e resistência às leis repressivas.
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