MÍDIA CENTER

Colegiado de Infraestrutura debate transporte aquaviário

Publicado em: 10/03/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

O deputado Ivo de Assis comandou a sessão para debater a atuação da concessionária TWB
Foto:

Depois de ter analisado, no ano passado, a situação dos portos do estado, a Comissão de Infraestrutura Desenvolvimento Econômico e Turismo começou a debater o transporte aquaviário na Bahia. Para o presidente do colegiado, deputado Ivo de Assis (PR), em consequência da multiplicidade de questões que englobam este setor, a reunião de ontem foi exclusiva para debater a atuação da concessionária TWB, operadora do sistema ferry-boat (Salvador-Itaparica), que vem sendo noticiada em muitos jornais, sendo relacionada a atrasos e má prestação de serviço.
O vice-presidente do colegiado, deputado Javier Alfaya (PC do B), proponente da audiência, cobrou do presidente da TWB, Reinaldo Santos, e do diretor de relações institucionais da empresa, Jaime Rangel, a apresentação de um cronograma para que ocorram as mudanças que beneficiem a população, principalmente na estrutura física dos barcos e dos terminais de embarque.
A cobrança de Javier encontrou respaldo na plateia. Jorge Carvalho, representante da União dos Bairros de Salvador, entidade que possui braço na Ilha, defendeu ações mais específicas voltadas aos moradores, inclusive, com a participação de setores sociais. "É preciso discutir o valor da tarifa, existe a necessidade de um subsídio para os moradores que estudam e trabalham em Salvador e usam este transporte todos os dias". Para ele, quando se fala deste sistema, só se lembra dos turistas e das datas comemorativas, "quando é insuportável a travessia".
Neste sentido, o parlamentar petista Bira Corôa foi mais incisivo, comparou o trajeto como um novo "navio negreiro", onde existe despreparo dos servidores no trato com os usuários e má condições de conservação das embarcações.

TWB

Após ouvir todos os pronunciamentos e cobranças, Reinaldo Santos informou que todas as exigências contidas no contrato firmado entre a empresa e o estado foram cumpridas, muitas, antes mesmo dos prazos pré-estabelecidos. Para o presidente, o que de fato necessita agora é que o governo firme um aditivo contratual, no qual conste novas exigências e trabalhos a serem prestados. Já Jaime Rangel ressaltou que a TWB tem 15 anos de atuação no mercado nacional e está na Bahia há pouco mais de três anos. E que, nesse período, foram investidos R$ 70 milhões, que trouxeram melhoras significativas para os usuários.
Apesar de o debate ser sobre a TWB, muitos dos oradores lembraram do transporte clandestino que é feito de lancha do terminal marítimo do Mercado Modelo, em Salvador, em direção a Mar Grande, movimento que faz o estado perder arrecadação. Após as inúmeras recorrências das falas, ficou estabelecido que em outro momento será discutido este aspecto, uma vez que não existe clareza de quem deve atuar no controle e na fiscalização deste sistema.



Compartilhar: