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Parlamentar resgata a história das guerreiras

Publicado em: 09/03/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Getúlio Ubiratan defende a tese de que existe muito mais ainda a ser conquistado
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O Dia Internacional da Mulher foi criado em homenagem a 129 operárias norte-americanas que morreram queimadas em 8 de março de 1857, em ação da polícia para conter manifestação numa fábrica de tecidos. Elas pediam a diminuição da jornada de trabalho e o direito à licença-maternidade. Entretanto, a idéia de ampliar a homenagem a todas as mulheres surgiu há exatos cem anos, durante conferência internacional realizada em 1910 na Dinamarca. Na época, as principais lutas eram pelo sufrágio universal e por melhores condições de trabalho.
Esta história é resgatada pelo deputado Getúlio Ubiratan (PMN) em moção de congratulações pela passagem do Dia Internacional da Mulher, comemorado ontem e reconhecido oficialmente pela ONU, em 1975. Do incidente inicial nos Estados Unidos até hoje "é claro que as mulheres obtiveram enormes conquistas, mas existe muito mais ainda a ser conquistado em se tratando de direitos de igualdade", diz o parlamentar. Amparado em dados oficiais, Ubiratan revela que as mulheres constituem 40% "dos chefes" de família, "mas ganham, em média, apenas 60% do valor dos salários dos homens. A situação das negras é ainda mais grave, pois chegam a receber salários que representam a metade do valor recebido pelas mulheres brancas".
Além disso, ele lembra a dupla jornada de trabalho assumida pelas mulheres trabalhadoras que, além do emprego fora de casa, têm "responsabilidade integral pelas tarefas domésticas e o cuidado aos filhos". São quatrocentas mil mortes por ano causada por aborto e uma mulher agredida a quatro minutos todos os dias. "Fatos como esses fazem desse dia um dia de luta, para que a diferença biológica que distingue um homem de uma mulher não seja justificativa para a intolerância, a opressão, a desigualdade de direitos e diferentes formas de violência a que as mulheres são submetidas".



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