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AL promove sessão especial para debater conquistas das mulheres

Publicado em: 08/03/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento, idealizado pelo Capitão Tadeu, não se restringiu apenas a homenagens, mas também tratou dos avanços do gênero feminino
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Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, que é comemorado neste segunda-feira, muitos temas relacionados ao gênero feminino são colocados em pauta. E na Assembleia Legislativa não foi diferente. Por iniciativa do deputado Capitão Tadeu (PSB), a AL homenageou as mulheres com uma sessão especial, onde inúmeras policiais militares foram convidadas a comparecer na "Casa do Povo", a fim de representar as mulheres de todo o Estado que buscam por uma vida mais digna, segura e justa.
Porém, invertendo a lógica de realizar somente uma homenagem às mulheres em geral, o deputado sugeriu que este ano a celebração fosse usada como uma oportunidade para discutir os avanços profissionais das policiais femininas da Bahia, com o tema "A Mulher, o Socialismo e a Segurança Pública". Ainda segundo ele, as mulheres têm sido igualadas ao sexo masculino no preceito de que os sexos opostos possuem direitos e deveres iguais, porém, o deputado acredita que igualdade é tratar com desigualdade os desiguais e que assim as mulheres deveriam possuir condições de trabalho diferentes dos policiais do sexo masculino.
Dentro desta estratégia, muitas emendas foram criadas em busca de melhores condições de trabalho para as mulheres. Dentre as principais, estão: a redução de 30 para 25 anos de serviço, por considerar que boa parte das mulheres, além de profissionais, são mães, e o aumento de 4 para 6 meses de licença maternidade, baseando-se na afirmativa de que para o melhor desenvolvimento do recém-nascido são necessários pelo menos 180 dias com a mãe.
Ao debater tecnicamente as emendas, Tadeu ainda afirmou que elas precisam ser apreciadas logo para aproveitar a apreciação do Projeto de Lei n° 18.503 / 2009 que trata de questões salariais e do plano de carreira da polícia militar da Bahia. O parlamentar também pediu o apoio dos policiais, bem como da sociedade em geral, para a consolidação desses avanços. "Estamos convidando todos que julgam importante melhorar as condições de trabalho e de vida para participar dessa luta", ressaltou ele.

VIOLÊNCIA

"Não se bate em uma mulher nem com uma flor. Homem que ama a mulher não maltrata seu amor. A vida começa quando a violência termina". A sessão especial de homenagem ao dia Internacional das Mulheres foi marcada também pelo tema violência doméstica. Mulheres que ocupam cargo de representatividade do Estado foram convidadas para participar do evento e no decorrer da sessão relataram fatos importantes que reafirmam a força do machismo na sociedade, principalmente na polícia. Segundo a defensora pública da Vara de Violência Doméstica, Cristina Ulm, 50% dos casos de violência doméstica registrados na vara são provenientes de policiais que agridem suas esposas. Cristina também explicou que devido à demanda a vara aumentou de 97 para 190 defensores públicos, além disso, assistentes sociais e psicólogos farão parte da equipe.
Para a procuradora do Estado Josefina Ruas, fatos como esse comprovam a necessidade de calcificação da Lei Maria da Penha n° 11.340 / 2006, para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher para garantir meios de proteção contra seus agressores. Josefina também acredita no direito à informação. Por isso, criou a Cartilha da Mulher, onde explica de modo simples e ilustrativo o conteúdo de artigos da referido lei federal. "Acredito que, ao promover esses ensinamentos, seja possível transformar-se o atual momento da violência contra a mulher", afirmou ela.
A sessão foi aberta pelo presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), que destacou o avanço das mulheres que hoje exercem cargos públicos importantes no Estado. "A época da mulher na cozinha acabou", afirmou.



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