MÍDIA CENTER

Quadro é alvissareiro após a crise

Publicado em: 19/02/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

A Bahia já superou a crise econômica que, no ano passado, provocou queda nas exportações, redução da atividade industrial e diminuição considerável na arrecadação de tributos
Foto:

É uma luta árdua e temos a certeza que vamos vencer essa batalha. Há muito tempo aprendi que os problemas da violência, além das firmes ações da polícia e da justiça, exigem cada vez mais a reconstrução de valores éticos, do respeito às famílias, às regras sociais e uma maior distribuição de riquezas e oportunidades.
Não recuamos e não recuaremos. Sabemos que a segurança pública é um dos maiores desafios que estamos enfrentando e vamos vencer.
É com essa certeza que quero dizer que os projetos e os sonhos que proclamei ao subir nesta tribuna pela primeira vez na condição de governador em 2007 estão mais vivos do que nunca. Estão crescendo, estão dando frutos e alimentando uma Bahia mais humana, mais democrática e mais fraterna.
Há um ano, quando li, aqui mesmo, a mensagem de abertura do Ano Legislativo de 2009, nossas preocupações estavam voltadas para o impacto da crise internacional sobre a economia.

Os projetos e os sonhos que proclamei ao subir nesta tribuna pela primeira vez na condição de governador em 2007 estão mais vivos do que nunca.

Essa crise se materializou de fato. No caso da Bahia houve queda das exportações, redução da atividade industrial e, como consequência, diminuição considerável da arrecadação de tributos.
Bahia e Brasil estavam, contudo, preparados para enfrentar essa crise. O Governo do Presidente Lula rapidamente adotou políticas criativas, compatíveis com as urgências do momento. Convocou o país para superar a crise com trabalho, investimento e consumo responsável. Pela primeira vez na história o peso maior da crise não foi jogado nos ombros dos trabalhadores, como era de praxe.
Nós também fizemos o nosso dever de casa. Agimos de maneira firme e ágil. Mantivemos uma gestão fiscal equilibrada e contingenciamos despesas. Prosseguimos com as ações de racionalização e moralização da máquina pública, através de programas como o Compromisso Bahia, que já economizou R$ 394,8 milhões para os cofres públicos.

O Estado retomou sua trajetória de crescimento, o nível de emprego vem batendo recordes, a nossa arrecadação voltou a crescer a partir de maio.

Provocamos também as modificações necessárias das bases de impostos, o que não era feito há muito tempo. Inclusive honramos compromissos que se arrastavam pelos anos, como é o caso da liberação dos créditos fiscais acumulados do ICMS com várias empresas.
No caso das grandes indústrias do polo petroquímico, pactuamos a liberação de mais de 1 bilhão de créditos fiscais acumulados do ICMS, com o compromisso de manutenção de postos de trabalho e re-investimento na modernização das indústrias.
Fomos a campo buscando novos parceiros, fortalecendo os laços da Bahia com o Brasil e com o mundo e captando recursos indispensáveis para manter nossa política social e para que nossa agenda de investimentos não sofresse qualquer descontinuidade.
Hoje podemos dizer que superamos os momentos mais difíceis e que o quadro é alvissareiro. Os próprios dados mostram isso. O Estado retomou sua trajetória de crescimento, o nível de emprego vem batendo recordes, a nossa arrecadação voltou a crescer a partir de maio. Mas devemos nos manter vigilantes e continuar a controlar e racionalizar os nossos gastos e investimentos.
Mas quem merece os maiores aplausos é o nosso povo trabalhador e empreendedor, que nunca esmoreceu, pois um Estado sozinho não seria capaz de vencer uma crise.



Compartilhar: