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Discurso em defesa da democracia

Publicado em: 19/02/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Governador pediu que políticos baianos transformem a democracia na celebração da vida
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Com um discurso marcado por números e muita diplomacia, o governador Jaques Wagner abriu ontem os trabalhos da 4ª e última sessão legislativa da 16ª Legislatura. Da tribuna da Assembleia, ele anunciou que fará campanha "nos quatro cantos da Bahia" para a ministra Dilma Rousseff eleger-se presidente da República, mas elogiou também o governador paulista José Serra, candidato do PSDB ao mesmo cargo, ponderando que são dois "políticos da mais alta qualidade". E por isso mesmo o "povo brasileiro está de parabéns".
Seguindo o tom de estadista pacificador, Wagner fez apenas um apelo à "Casa do contraditório", como qualifica a Assembleia Legislativa: que, juntos, os políticos baianos transformem a democracia na celebração da vida e do respeito ao próximo, mesmo que este próximo seja adversário nas urnas. E mais, declarou-se partidário do debate de ideias e das contradições e contra o discurso único, próprio dos ditadores.
Citando seu próprio exemplo, Wagner disse que, quando vai ao interior, o prefeito da cidade, ainda que adversário político, o acompanha à solenidade de inauguração de obras públicas, pois é assim que ele, governador, respeita "a opinião da maioria do município". Foi enfaticamente aplaudido. Mantendo o tom da harmonia e do reconhecimento ao empenho de todos, o governador agradeceu especialmente aos deputados estaduais, declarando, na apresentação da mensagem encaminhada à Casa, sentir-se orgulhoso pela oportunidade de registrar, entre os mais significativos avanços conquistados pelo seu governo, "a contribuição inestimável da Assembleia Legislativa. O clima de cordialidade e lhaneza entre as bancadas de governo e oposição é uma marca deste novo momento", disse, elogiando em especial a condução dos trabalhos executada pelo presidente Marcelo Nilo.

DEMOCRACIA

Jaques Wagner destacou, ainda, que, na Assembleia Legislativa, "maioria e minoria convivem aceitando o contraditório com naturalidade, o poder é compartilhado democraticamente. Honra-me governar a Bahia no quadriênio em que os projetos relevantes de iniciativa dos parlamentares puderam passar das comissões ao plenário". E dividiu com "os 63 deputados" estaduais os resultados obtidos nestes seus três anos de governo.
Ao comentar a superação da crise econômica na Bahia, o governador voltou a registrar, "mais uma vez, a minha satisfação pessoal em poder agradecer a esta Casa pelo senso de responsabilidade para com a Bahia na discussão e aprovação de projetos do Executivo que tratavam da contratação de operações de crédito essenciais ao equilíbrio das contas públicas e à manutenção de investimentos urgentes em obras como as do programa Água para Todos e de recuperação da malha rodoviária".
Esses momentos de superação, analisou, "tendem a fortalecer nossa democracia, cujas decisões são lastreadas no fortalecimento dos mecanismos de participação popular e no diálogo com a sociedade".
E foi enfático ao decretar: "É tempo de repartir. É por isso que fizemos uma escolha. O Estado só tem sentido num país desigual como o nosso se tomar partido daquelas pessoas que foram deixadas para trás pela roda da exclusão social. Nossa opção é clara: fazer mais para quem mais precisa."



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