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Recomeçam os trabalhos na AL

Publicado em: 19/02/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Autoridades e convidados lotaram o plenário da Assembleia e ficaram perfilados para receber o governador e sua comitiva na sessão solene de reabertura dos trabalhos
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O discurso que o governador Jaques Wagner fez na solenidade de reabertura dos trabalhos legislativos para um plenário lotado pelas maiores autoridades da Bahia foi interrompido por aplausos 12 vezes. O pronunciamento do chefe do Executivo, lido em cerca de 50 minutos, foi recheado de improvisos. O texto apontou metas e trouxe uma prestação de contas de sua gestão. A sessão marcou o início do quarto e último período da 16ª legislatura.
A solenidade começou às 10h15, no pátio frontal da Assembleia, com o presidente Marcelo Nilo sendo saudado pela banda Maestro Wanderley, da PM. Em seguida, ele passou em revista a tropa de cadetes da Academia Militar dos Dendezeiros. Depois, postou-se na rampa de acesso para recepcionar as autoridades.
O governador chegou 15 minutos depois e aguardou no Salão Nobre o prosseguimento formal dos trabalhos. No plenário, Marcelo Nilo constituiu a mesa de honra do evento e compôs a comissão de líderes que conduziram o chefe do Executivo até o local.
Jaques Wagner foi saudado de pé pelos presentes ao ingressar na sala das sessões. A execução do Hino Nacional Brasileiro pela banda da PM antecedeu a leitura da mensagem governamental. Ele iniciou louvando o papel do parlamento na democracia (lembrou seus 12 anos como deputado federal), a importância da divergência e do respeito mútuo. Destacou e elogiou o trabalho do "amigo" Marcelo Nilo e do conjunto dos deputados estaduais.
O primeiro segmento do discurso, iniciado com a comemoração dos números positivos da Bahia para o emprego formal (14 mil 192 positivo em janeiro), foi recheado de números e estatísticas de sua gestão nas áreas da infraestrutura, políticas sociais, e apontou metas a serem alcançadas. Destacou a melhoria na segurança pública e o bom resultado do Carnaval. Na parte final de sua fala, o governador centrou fogo na política, "defendeu os avanços obtidos pelo presidente Lula" (citado em várias oportunidades) e comemorou o fato de a cadeira mais nobre da República ser disputada em 2010 por dois quadros políticos de primeira linha: "A ministra Dilma e o governador José Serra, quadros já testados e criados pela nação brasileira para dirigir o nosso País."
Ele falou ainda nos ganhos que a realização da Copa trará para Salvador e comentou com alegria o debate suscitado pelo projeto de construção de uma ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica. Sobre a política baiana, confirmou a disposição de tentar a reeleição, respeitando os adversários, administrando com equidade e combatendo o pensamento único que é nocivo para a democracia. "Espero que este ano todos nós possamos dar um show na terra de Ruy, Glauber e Castro Alves. Na terra de muita gente boa, pois não podemos diminuir a mais nobre das atividades humanas, que é a política."

MARCELO NILO

Na parte final dos trabalhos, o harpista Daniel Pói executou a canção Recuerdos de Ypacarai e o Hino ao Dois de Julho. Em seguida, o presidente Marcelo Nilo fez seu discurso, agradecendo a presença de todos e as palavras de respeito e afeto dispensadas pelo chefe do Executivo ao parlamento estadual. Nilo lembrou ainda que a Assembleia é a casa do contraditório, do debate e do embate políticos. E frisou que é "sem abrir mão de prerrogativas constitucionais e dos seus deveres para com a Bahia e com os baianos que o Legislativo fará sua parte em 2010, apesar do pleito de outubro, cumprindo fielmente com as suas obrigações".



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