"Ousado, mas necessário". Foi assim que o presidente da Assembleia Legislativa definiu o projeto Salvador, Capital Mundial lançado pela prefeitura da cidade em parceria com o governo do Estado e composto por cerca de 20 intervenções que criarão novas avenidas; buscarão soluções para o transporte e para o trânsito nos pontos mais críticos; ampliarão a estrutura turística; revitalizarão a orla, o Comércio e a Cidade Baixa. Ressaltando que se trata de um programa a ser executado em três fases de tempo (a curto, médio e longo prazos), Marcelo Nilo parabenizou os governos do Estado e do Município pela iniciativa que colocará Salvador ao lado das capitais "mais modernas do mundo."
O planejamento do prefeito João Henrique coloca como prioridade as ações voltadas à "mobilidade urbana e ao ordenamento da orla" marítima, intervenções que têm foco na Copa do Mundo de 2014. O governo do Estado contribui com o projeto através das obras da Via Expressa Baía-de-Todos os-Santos e da Rede Integrada de Transporte (RIT) que pretende ligar a Avenida Paralela à Lapa, via Vasco da Gama. Para tanto já estão reservados R$ 550 milhões, "recursos garantidos pelo BNDES", informou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence. Em destaque ainda a construção da nova Fonte Nova, hoje chamada de Arena Nova, obra que consumirá R$ 1 bilhão dos cofres estaduais.
O projeto Salvador, Capital Mundial, que maximiza a vocação natural da cidade para o turismo, como bem lembrou o presidente da Assembleia Legislativa, foi concebido por um rol de arquitetos e urbanistas brasileiros tendo por meta e estratégia "ajustar os equipamentos urbanos da cidade a uma nova realidade mundial, preservando a história e as belezas da primeira capital do Brasil e fazer de Salvador uma cidade estruturada para os turistas, mas, principalmente, com melhor qualidade de vida para quem mora aqui."
Dentre os principais projetos previstos estão a construção da Avenida Atlântica, uma alternativa à Paralela, com 15 quilômetros de pista dupla que começará na Avenida Luís Eduardo Magalhães terminando na Avenida Dorival Caymmi; da Linha Viva, que ligará o Bonocô e Rótula do Abacaxi ao aeroporto; a revitalização ambiental do Campo Grande até a Ribeira; a Via Expressa, ligando a BR ao Comércio, e a Via Histórica, que liga o Campo da Pólvora ao Terreiro de Jesus. A novidade é uma passarela rolante de 400 metros, "que vai dar mais conforto a quem anda a pé", diz a prefeitura.
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