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Embaixador da África do Sul visita Assembleia Legislativa

Publicado em: 27/01/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Encontro entre o presidente Marcelo Nilo e o embaixador Bangumzi Sifingo foi marcado pela cordialidade
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O novo embaixador da África do Sul no Brasil, Bangumzi Sifingo, visitou ontem a Assembleia Legislativa, sendo recepcionado no gabinete da presidência pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, com quem conversou durante 40 minutos. Fluente em inglês, o embaixador estava acompanhado de intérprete, mas chegou a arriscar algumas palavras em português, para falar da beleza de Salvador, cidade para a qual pretende retornar tão logo os negócios da embaixada brasileira assim permitam.
Faltando poucos meses para a Copa do Mundo de Futebol na África do Sul, o futebol foi tema constante do encontro do parlamentar baiano com o embaixador, que anunciou para "tão logo esteja encerrado o certame futebolístico o envio de técnicos que participaram da organização da Copa ao Brasil para trabalharem junto com o comitê organizador brasileiro". Ele revelou ainda que os maiores problemas vividos pela África do Sul para organizar a Copa do Mundo e atender aos regulamentos e exigências da Fifa foram em relação aos transportes, acomodação dos visitantes e segurança.
Marcelo Nilo agradeceu a ajuda, lembrou que toda a experiência anterior será bem vinda e falou do esforço realizado pela administração do governador Jaques Wagner para dotar Salvador, uma das cidades-sede, de todas as condições para bem receber os visitantes. Na África do Sul é esperada a ida de pouco menos de um milhão de pessoas para esse evento, "um pouco menos do que o público presente na França, país com mais fácil acesso aos torcedores de todo o mundo", destacou o embaixador. Mas a conversa não ficou restrita ao futebol, sendo comum o desejo em favor da ampliação das relações comerciais e culturais entre os dois países.

RESUMO

O presidente da Assembleia Legislativa fez ainda um breve resumo do papel do Legislativo, da sua composição e relacionamento com os demais poderes. Informado de que as relações comerciais entre a África do Sul e o Brasil é da ordem de US$ 2 bilhões, considerou que existe um amplo espaço para o incremento das trocas externas – que poderá ter como âncora a ampliação do turismo, negócio significativo para os dois países e aí "vendeu" bem a Bahia. Enfatizou as nossas belezas naturais, a cultura multirracial única de nosso estado e as peculiaridades de nossa arquitetura.
Marcelo indagou ainda a Bangumzi Sifingo sobre Nélson Mandela, ícone mundial de "grande força no Brasil e na Bahia". Foi informado do vigor e da militância firme do líder sulafricano, que o embaixador considera como "personalidade que ainda muito tem a nos dar, antes de se despedir de nós". Ele historiou brevemente a importância de Mandela para o fim do regime racista, que lhe custou 27 anos de cadeia.
Eles trataram ainda do racismo, estigma que lá como aqui ainda existe sob formas diversas de despiste e disfarce, mas, "felizmente de forma cadente, marchando para o inescapável fim, sendo a cada momento mais restrito a segmentos menores das duas sociedades."
Marcelo Nilo informou ao visitante da preponderância da raça negra entre os soteropolitanos e da importância da cultura africana no Recôncavo, onde "existe uma cidade, São Francisco do Conde, onde os afrodescendentes representam 90% da população."
No final do encontro, o presidente da Assembleia presenteou o embaixador Bangumzi Sifingo com um berimbau de prata, instrumento de origem africana que se transformou num símbolo da Bahia e com o livro editado pela AL, que trata da arquitetura sacra da Salvador: Basílicas e Capelinhas, de Biaggio Talento e Helenita Holanda. Recebeu uma pequena amostra da tapeçaria da África do Sul emoldurada. Após a afável conversa, Marcelo se despediu desejando boa sorte na organização da Copa do Mundo (não quanto aos resultados, pois torcerá pela Seleção Brasileira) e recebeu um caloroso "muito obrigado" em português.



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