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Parlamentar comunista lamenta na AL a morte de Zilda Arns

Publicado em: 19/01/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Javier Alfaya destacou a 'trajetória humanitária' da fundadora da Pastoral da Criança
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O falecimento de Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, consternou o deputado Javier Alfaya (PCdoB), que apresentou moção de profundo pesar na Assembleia Legislativa. Zilda Arns foi uma das vítimas do terremoto que devastou Porto Príncipe, capital do Haiti, no último dia 12 deste mês. "Ela não media esforços nem distância para levar ajuda humanitária a todos os cantos do planeta, onde os riscos sociais são estarrecedores e as catástrofes, naturais ou não, afetam a humanidade", enfatizou o parlamentar. O Haiti é considerado o país mais pobre da América Latina e vem sendo governado pela Força de Paz das Nações Unidas. O Brasil é um dos países mais importantes que integram essa força.
Alfaya afirma que Arns foi uma das humanitárias mais importantes do nosso país. Ele lembra também que sua trajetória começou em 1982, na Pastoral da Criança. Durante uma reunião sobre a paz mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, o diretor executivo do fundo da referida organização, James Grunt, disse ao irmão de Zilda, dom Paulo Evaristo Arns, na época cardeal de São Paulo, que a igreja poderia ajudar a salvar a vida de muitas crianças que morriam de doenças de fácil prevenção, como a desidratação causada pela diarréia e desnutrição. No retorno ao Brasil, dom Paulo perguntou a sua irmã se aceitaria desenvolver um projeto deste nível. Ela aceitou.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) indicou dom Geraldo Magella Agnelo para acompanhar o trabalho desenvolvido por Zilda Arns. O deputado conta que a Pastoral da Criança desenvolveu atividades pioneiras na diminuição da mortalidade infantil e no combate à desnutrição. "O país, na época ainda vivendo sob o regime militar, não tinha uma política social efetiva, favorecendo o aumento dos índices de mortalidade infantil e desnutrição em níveis altamente preocupantes", reforça o deputado. Ele afirma ainda que os movimentos sociais e a Igreja Católica lutaram para tentar reduzir esses índices.
O parlamentar informa que a Pastoral estima que cerca de 2 milhões de crianças e mais de 80 mil gestantes sejam acompanhadas todos os meses pela entidade em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns foi indicada por três vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Ela também fundou e coordenava a Pastoral da Pessoa Idosa. "Sua história de vida ficará pra sempre na memória de nosso país", enfatizou Javier Alfaya.



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