MÍDIA CENTER

Marcelo decreta luto oficial no Legislativo por mortes no Haiti

Publicado em: 15/01/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

O presidente da AL louvou a ação de dona Zilda e se solidarizou com os familiares das vítimas
Foto:

A tragédia que se abateu sobre o Haiti, vitimando brasileiros integrantes da missão das Nações Unidas naquele país liderada pelo Brasil, entre as vítimas, dona Zilda Arns, consternou os integrantes da Assembleia Legislativa da Bahia. Moções de pesar de vários parlamentares foram protocoladas junto à Secretaria Geral da Mesa e o presidente, deputado Marcelo Nilo, decretou luto oficial por três dias em memória das vítimas – salientando o caráter humanitário desenvolvido por militares e civis brasileiros naquele que é o país mais pobre das Américas.

Marcelo Nilo lamentou a trágica ironia do destino em matar 14 militares "nossos irmãos" às vésperas do embarque para o Brasil, após terem cumprido com o serviço junto às forças de paz da ONU e de privar nosso povo do "convívio precioso com a verdadeira dama que foi dona Zilda Arns, mentora e sustentáculo da Pastoral da Criança que tantos serviços presta aos carentes". Este trabalho rendeu-lhe distinções e honrarias, dentre as quais uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz. Ela era médica pediatra e estava no Haiti em missão humanitária. Irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, a quem "nós brasileiros tanto devemos pelo trabalho espiritual e pastoral que prestou, bem como por sua atuação em defesa dos direitos humanos nos chamados anos de chumbo" – e Marcelo Nilo manifestou suas condolências a seus filhos, amigos e demais familiares.

Católico praticante, o presidente do Legislativo solidarizou-se com os familiares dos mortos e exortou-lhes a superar o golpe devastador conservando em suas memórias os doces momentos proporcionado pelo convívio com os entes amados de quem foram subitamente privados pelos inescrutáveis desígnios divinos. Salientou ainda que o sacrifício de vidas brasileiras, de outras nacionalidades integrantes da Força de Paz da ONU e de dezenas de milhares de haitianos não foi em vão, pois em todo o mundo a boa vontade e a solidariedade dos mais variados povos estão se materializando em ajuda para as vítimas do terremoto, alertando as demais nações para o quadro de pobreza do Haiti. Para Marcelo Nilo passado o caos inicial e o luto gerado pelo cataclisma, a reconstrução do país deverá ser alvo de políticas que permitam o desenvolvimento sustentado, democrático e com justiça social daquele povo tão sofrido.



Compartilhar: