"A morte trágica aos 75 anos de brilhante trajetória se traduz numa das perdas mais expressivas do nosso Brasil, um profundo sentimento de dor e vazio a todos que se preocupam com as questões sociais brasileiras". Essas foram as palavras do deputado Heraldo Rocha (DEM) que inseriu moção de profundo pesar, na Assembleia Legislativa, pela morte da coordenadora e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, ocorrida no dia 12 de janeiro, em decorrência do terremoto que atingiu o Haiti, país da América Central.
Zilda Arns Neumann nasceu em Forquilhinha (SC), morava em Curitiba (PR) e era irmã de dom Paulo Evaristo Arns. Era médica, sanitarista e especialista em pediatria social e saúde pública, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Além disso, também criou e coordenava a Pastoral da Pessoa Idosa, era representante do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Segundo Heraldo, Zilda foi responsável pela criação da bem sucedida metodologia aplicada no trabalho da Pastoral da Criança. A instituição, que tem sede em Curitiba (PR), presta atendimento básico a crianças nas áreas de saúde pública, nutrição e educação. Por esse e outros dignificantes trabalhos, ela foi indicada três vezes seguidas ao Prêmio Nobel da Paz e recebeu 19 prêmios, entre 1988 e 2002.
Para o deputado, todo este reconhecimento é mais do que merecido, uma vez que o trabalho que Zilda liderava envolve mais de 83 mil voluntários e acompanha mais de 2 milhões de famílias e 3 milhões de crianças menores de 6 anos de idade em 22 mil comunidades pobres de todo o Brasil. "Um nobre fato que nos acalenta é a certeza de que esta ilustre brasileira nos deixou um exemplo de mulher honrada, sensível, uma líder nata que inspirava tranquilidade, firmeza e doçura."
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