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Memória do ex-deputado Luís Cabral é reverenciada na AL

Publicado em: 28/12/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Heraldo elogiou a atuação do correligionário, que morreu há 21 anos durante exercício do mandato
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Os 21 anos de morte do deputado Luís Cabral foram lembrados na Assembleia Legislativa pelo líder do DEM, Heraldo Rocha, através de moção de louvor protocolada junto à Secretaria Geral da Mesa do Legislativo, em reverencia à sua memória. O líder fez um breve histórico da atuação de Luís Cabral pela política da Bahia, destacando a sua "brilhante passagem pela Casa", onde se notabilizou pela "competência, dedicação, coerência e vigor com que defendia suas posições."
Para ele, o jovem parlamentar, morto prematuramente aos 37 anos em acidente automobilístico, "foi um talento que, apenas pelos desígnios insondáveis de Deus, não teve tempo suficiente para prestar um serviço ainda maior à Bahia e aos baianos". Heraldo lembrou também a lacuna deixada na vida pública estadual pelo igualmente precoce falecimento do deputado Luís Eduardo, com quem Cabral mantinha estreita relação de amizade (foi primeiro secretário da Assembleia entre 1983 e 1985, período em que Luís Eduardo ocupou a Presidência).

TEMPERAMENTO

Ainda sobre Luís Cabral, registrou a sua atuação séria e decisiva, sua postura pessoal de homem correto, honesto, e o seu temperamento cordial e atencioso com todos, independente de serem aliados ou adversários, "sendo ainda destemido e contundente – quando o desenrolar dos fatos políticos assim o exigia – nos muitos embates políticos que desenvolveu na Assembleia". Heraldo Rocha considera como "fonte de inspiração" para todos aqueles que vivenciam, reconhecem e compreendem o Parlamento a atuação "desse saudoso jovem, recordado por companheiros deputados, funcionários e jornalistas políticos sempre com saudade."
Antes de concluir, o líder da bancada do Democratas frisou que o papel desempenhado por Luís Cabral na Assembleia da Bahia foi muito maior do que a mera citação de postos, cargos ou mesmo projetos de sua autoria, dada à sua grande capacidade de articulação e negociação política, que granjeou-lhe "justo relevo numa casa de contrários". Afinal, continuou ele, aqui a palavra é a maior arma, dirimindo-se dúvidas, equacionando-se conflitos e possibilitando a votação de projetos, o acolhimento de emendas, o aperfeiçoamento de proposições e toda essa miríade de ações que são a essência, "a alma verdadeira do Poder Legislativo". Heraldo manifestou ainda o seu respeito à viúva de Luís Cabral, Ivana Cabral, que foi "um dos sustentáculos da sua breve, porém intensa, vida pública."



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