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Bira Corôa faz homenagem para as baianas de acarajé

Publicado em: 02/12/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

No documento protocolado no Legislativo, petista destaca a importância da data comemorativa
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O Dia da Baiana de Acarajé, celebrado em 25 de novembro, foi destacado na Assembleia Legislativa pelo deputado Bira Corôa. "Comemorando mais uma significativa data no mês de novembro, é com grande orgulho que dedicamos esta singela homenagem às baianas de acarajé, pela passagem de seu dia, em reconhecimento de sua importância enquanto símbolo de resistência do povo negro", observou o deputado petista na moção de congratulações.
Segundo ele, a comercialização do acarajé tem início ainda no período da escravidão com as chamadas escravas de ganho, que trabalhavam nas ruas para as suas senhoras, desempenhando diversas atividades, entre elas a venda de quitutes nos seus tabuleiros. Ainda na costa ocidental da África, as mulheres já praticavam um comércio ambulante de produtos comestíveis, o que lhes conferia autonomia em relação aos homens e muitas vezes o papel de provedoras de suas famílias.
"O comércio de rua nas cidades brasileiras permitiu às mulheres escravas o sustento de suas próprias famílias e através de seu trabalho constituíram laços comunitários entre os escravos urbanos e contribuíram para a criação das irmandades religiosas e do candomblé. Muitas filhas-de-santo começaram a vender acarajé para poder cumprir com suas obrigações religiosas, que precisavam ser renovadas periodicamente", relatou Bira Corôa no documento.
Ele destacou ainda que a exuberância das baianas de acarajé, refletida em seus trajes tradicionais – saia rodada, panos-da-costa, turbante, bata e contas –, é frequentemente retratada em quadros, canções, poemas, sendo referendada por grandes artistas brasileiros.
"O acarajé é característico do candomblé e indissociável desta religião", acrescentou ele, explicando que "acarajé" é uma palavra composta da língua iorubá: "acará" (bola de fogo) e "jé" (comer) e sua origem é associada a um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. "O delicioso bolinho de feijão é antes de tudo uma oferenda a esses orixás", concluiu.



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