O falecimento do consagrado músico Antônio Luís Alves de Souza, o Neguinho do Samba, responsável por um trabalho de preparação de jovens percussionistas elogiado em todo o mundo, foi lembrado com muito pesar na Assembleia Legislativa. O deputado Álvaro Gomes (PCdoB) apresentou moção de pesar pelo fato.
Aos cinquenta e quatro anos, Neguinho do Samba morreu no dia 31 por problemas cardíacos. Considerado o pai do ritmo denominado de samba-reggae, Neguinho foi o fundador da escola percussão Olodum e do bloco Didá. Promoveu a modificação de tambores para conseguir afinações e sonoridades novas e diferentes, criando assim o ritmo denominado samba reggae. Tal ritmo, por ser único, passou a caracterizar a música baiana.
Filho de um tocador de bongô e de uma lavadeira, Neguinho desde cedo treinava percussão tocando nas bacias de alumínio de sua mãe. Foi eletricista, ferreiro e camelô. Sua música chegou a ser internacionalmente reconhecida. Maestro do Olodum, tocou com David Byrne, Paul Simon e Michael Jackson. Feliz com o resultado do trabalho, Simon procurou o músico e lhe ofereceu um carro importado como forma de agradecimento. Neguinho agradeceu a oferta, mas preferiu mudar o presente, e, em vez do carro, escolheu uma casa no Pelourinho no mesmo valor, onde fundou sua escola. Por ironia do destino, faleceu na própria escola.
Neguinho mostrou como se faz samba na Bahia. Seu trabalho no Olodum e mais recente na banda Didá é reconhecido na Bahia, no Brasil e em vários países estrangeiros.
"Por tudo isso que foi explicitado, venho prestar-lhe uma justa homenagem com uma moção de pesar na Assembleia Legislativa", destacou o deputado Álvaro Gomes.
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