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Peemedebista lamenta a morte de Magno Burgos

Publicado em: 10/11/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Marizete Pereira ressaltou que o militante político era "um homem de bem, culto, verdadeiro e justo"
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A deputada Marizete Pereira (PMDB) apresentou moção de profundo pesar pela morte do escritor e militante político Magno Burgos, ocorrida na última sexta-feira. Ele tinha 81 anos incompletos e se notabilizou "por ser um dos mais aguerridos e combativos militantes na luta pela redemocratização do país, antes e após o golpe militar de 64", segundo a parlamentar, que o definiu como um "dos nossos heróis pouco lembrados, mas que foram determinantes para o retorno da democracia, atualmente vivida e exercida".
Nascido em Santo Amaro, Magno chegou a se eleger vereador longe da Bahia, em Londrina, no Paraná, pelo antigo PTB. Mas veio o golpe de 1964, e Magueu, como era conhecido pelos amigos, viveu na clandestinidade e foi preso. "Vale ressaltar que assim que deixou a prisão política, a famosa Galeria F da Penitenciária Lemos de Brito, se dirigiu à sede do MDB para se filiar, tendo participado da construção do partido ao lado de personalidades históricas, a exemplo de Chico Pinto, Luiz Leal, Rômulo Almeida, entre outros. "Nunca, em tempo algum, ele se omitiu, sempre teve lado", definiu Marizete.
A moção cita artigo do colunista Cláudio Leal, publicado no blog Bahia em Pauta, em que Magno é citado como "o guru de todos nós, inclusive dos mais jovens que com ele aprendiam política". Ele tinha entre suas relações de amizade pessoas como Waldir Pires, Jorge Almeida e Armando Oliveira, "entre uma legião de companheiras de uma vida inteira". No jornalismo, coassinou com João Ubaldo Ribeiro uma coluna muito prestigiada publicada na Tribuna da Bahia e reproduzida na Folha de São Paulo.
"Magno deixa, além da imensa saudade, seu exemplo de dignidade e muita história de vida e luta para Daniel, Leonardo e Cristiano – seus amados filhos, além de irmãos e irmãs, sobrinhos e uma legião de fiéis amigos que ele soube conquistar e cultivar durante toda a sua existência", lamentou Marizete. Ela fez questão de afirmar que a moção "não expressa tristeza, expressa a saudade boa e a admiração por termos tido a oportunidade de viver e conviver ao lado desse mestre, homem de bem, culto, verdadeiro e justo".



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