Pela segunda vez, o Programa Pró-jovem do bairro de Valéria visitou a Assembleia Legislativa da Bahia para que os jovens da comunidade tenham a oportunidade de conhecer as leis, a "casa do povo", nossos representantes e a sociedade em geral. De acordo com o presidente da associação Sociedade Valéria Pede Socorro, Árlei Adriano dos Santos, a idéia de trazê-los à Assembleia baseia-se na necessidade de mostrar-lhes o mundo além da comunidade e do bairro em que eles moram. Árlei acredita que, além da escola, a experiência prática pode trazer grandes benefícios ao crescimento intelectual dos jovens, que precisam se preparar para o mundo. "Se eles não tiverem acesso à cultura, à informação e aos estudos, poderão parar nas ruas, pedindo esmola", concluiu ele.
Durante a visita, os adolescentes participaram da Palestra sobre a Estrutura Organizacional da Casa, conheceram o plenário e suas funções, o mural de Caribé, e o painel de Carlos Bastos. Para encerrar o passeio, a Assembleia ofereceu um "coffee-break", onde também foram distribuídas aos 38 jovens uma pasta com bloco de papel, caneta e um cartão de agradecimento pela visita.
PROJETO
O Projeto Pró-jovem de Valéria, criado há pouco mais de um ano, faz parte de uma parceria entre o governo federal com a prefeitura de Salvador e tem por finalidade, segundo Árlei, inserir o jovem na comunidade e na sociedade, proporcionando-lhes cursos, esporte, estudo, lazer, cultura, além de uma bolsa de 30 reais. Porém, para receber esse valor, a família do adolescente precisa estar inserida no Programa Bolsa Família, e o bônus é recebido pela mãe.
Segundo o presidente, a sede do programa foi criada pela associação do bairro e permite aos jovens aprender e se divertir ao mesmo tempo, no turno em que não estejam na escola. Ainda de acordo com ele, o adolescente precisa frequentar a escola para participar do projeto e o seu desenvolvimento escolar é acompanhado por um orientador social da associação.
Atualmente, o projeto atende a três turmas, cada uma com 25 alunos, que variam entre 15 e 17 anos. Entretanto, Árlei afirmou que a associação está aguardando do governo à liberação de mais três turmas, levando em consideração que o bairro possui 100 mil habitantes.
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