O vice-presidente da República Dominicana, Rafael Albuquerque de Castro, que está em Salvador participando de um evento, fez visita de cortesia ontem ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, com quem trocou impressões sobre a crise econômica mundial, situação política daquele país e relações comerciais com o Brasil. Eles também falaram bastante sobre a Bahia, aspectos políticos, reflexos da crise no Estado e variações climáticas regionais. Ele estava acompanhado pelo embaixador dominicano no Brasil, Hector Pérez.
Muito solícito e simpático, o vice dominicano visita o Brasil pela terceira vez, mas é a primeira vez que vem à Bahia, estado que considera muito semelhante com o seu país. Durante a conversa, explicou ao presidente o funcionamento do sistema político local, com parlamento bicameral; do processo eleitoral, com mandato de quatro anos e uma reeleição para o Executivo; da força do café, cana, cacau, tabaco e turismo na economia; e do presidente Lula, de quem se disse admirador, e informou tê-lo conhecido quando ainda era liderança sindical dos metalúrgicos.
O vice Rafael Albuquerque, por sinal, tem em seu histórico político a criação, em 1961, da Federação de Estudantes Dominicanos, da qual foi seu primeiro secretário-geral. Nascido em 1940, na capital Santo Domingo, graduou-se em Direito pela Universidade Autônoma de Santo Domingo e é pós-graduado em Direito do Trabalho e Seguridade Social pela Sorbonne de Paris, além de ter diplomas de Direito Comparado I e II, da Faculdade Internacional de Direito Comparado de Estrasburgo e de Direito Internacional Privado na Academia de Direito Internacional de Haia, Holanda.
Ele já foi também secretário-geral do Partido da Libertação Dominicana, entre 1978 e 1983, período em que disputou uma eleição para a vice-presidência. De 1991 a 2000 foi ministro do Trabalho e, desde 2004, é o vice-presidente eleito da República Dominicana.
O encontro foi rápido, mas movimentado e, logo após o término, ele falou com jornalistas e não poupou palavras para condenar "energicamente" o atual regime do presidente Micheletti, em Honduras, e defender a volta imediata ao poder do presidente Manoel Zelaya. Falou também da recente crise econômica mundial, afirmando que a República Dominicana foi um dos 5 países da América Latina que menos sofreram reflexos e que mantiveram o crescimento, apesar dos contratempos. O presidente Marcelo Nilo também se disse bastante satisfeito com o encontro, lembrando que vivemos hoje em um mundo globalizado e, por isso, a troca de idéias é sempre importante.
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