Em homenagem ao Dia do Professor, comemorado na semana passada, o deputado Carlos Ubaldino (PSC) apresentou moção de congratulações à categoria, afirmando que, "não obstante a sua importância como construtor de destinos, ele vem enfrentando uma série de dissabores no exercício de suas atividades, dissabores que vão desde agressões verbais até físicas, com sequelas irreversíveis".
O parlamentar lembrou que a data está diretamente ligada ao dia 15 de outubro de 1827 (consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), quando D. Pedro I baixou decreto imperial criando o Ensino Elementar no Brasil. De lá para cá, "muita coisa ficou pelo caminho e muito há por fazer", completa Ubaldino.
Passados 182 anos desde que se fez alusão ao tema, "surpreendentemente, não houve avanços. Transferiu-se para os professores o papel de educador, quando cumpre a função de repassar conhecimento e cultura". Os pais que encaminham uma criança à escola "com a pretensão de livrar-se ou transferir sua educação ao professor, estão, sem dúvida, repassando suas atribuições que, com raríssimas exceções, já foram entregues às babás, avós, tias e parentes próximos. Nesta formatação social absurda, assistimos ao agigantamento das estatísticas de embates, quando crianças e adolescentes que não demonstram o menor respeito por seus pais permanecem em sala de aula absorvidos no atendimento de celulares, conversas paralelas, constrangendo os professores e alicerçando a mediocridade futura", desabafa Carlos Ubaldino.
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