Os 40 anos de regulamentação das profissões de Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional foram comemorados na manhã da última sexta-feira, no plenário da Assembleia Legislativa, em sessão especial proposta pelo deputado Álvaro Gomes (PC do B).
Profissionais de todos os segmentos que levam a essas duas atividades da área de saúde estiveram presentes, além de políticos, alunos, dirigentes dos Conselhos Federal e Regional e muitos convidados. Eles ouviram dos palestrantes as diversas reivindicações das categorias, embora reconhecessem muitas conquistas.
Os fisioterapeutas são essenciais na missão de cuidarem da construção do diagnóstico de distúrbios cinéticos funcionais, prescrição das condutas fisioterapêuticas, sua ordenação e indução do paciente, bem como o acompanhamento do quadro funcional, além da sua alta do serviço. Os terapeutas ocupacionais, no trabalho de desenvolverem atividades relacionadas à neurologia, psiquiatria, oncologia, traumatologia, dentre outras.
Na década de 30, no Brasil, os serviços de fisioterapia no país eram realizados por médicos denominados de "médicos de reabilitação". Com o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial, houve o desenvolvimento da Fisioterapia como prática recuperadora das sequelas físicas e também a modernização dos serviços fisioterapêuticos.
Em 1951, foi realizado o primeiro curso para formação de técnicos em Fisioterapia pela Universidade de São Paulo e, em 1963, a Fisioterapia se tornou curso superior, mas a atuação dos profissionais estava subordinada aos médicos. Somente em 1969, com o Decreto-Lei 938, de 13 de outubro, as profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional foram regulamentadas.
Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, existem mais de 150 mil profissionais registrados no país, além de 120 mil universitários preparando-se para as duas carreiras.
De acordo com o Conselho Regional, que congrega os profissionais da Bahia e Sergipe, no território baiano, existem cerca de 5.300 fisioterapeutas e 450 terapeutas ocupacionais trabalhando, números considerados insuficientes para o atendimento da população, tanto na capital como no interior. Não faltaram críticas, principalmente ao Sistema Único de Saúde (SUS), por faltar, principalmente, com o respeito à dignidade profissional e pela péssima remuneração dos mesmos.
"A valorização desses segmentos importantes na área de saúde é um dever de todos nós. Os profissionais existentes na Bahia ainda estão centrados, em sua maioria, na capital, com o restante nos grandes municípios. As pequenas e médias cidades precisam também desses profissionais", comentou Álvaro Gomes.
REDES SOCIAIS