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AL concede cidadania baiana a dois médicos pernambucanos

Publicado em: 09/10/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Álvaro Rabelo Junior
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Dois pernambucanos, dois médicos, e muitos serviços prestados à Bahia. Tratam-se de George Barreto de Oliveira e Álvaro Rabelo Alves Júnior, agraciados na tarde de ontem com títulos de cidadãos baianos pela Assembleia Legislativa. A iniciativa foi proposta por Aderbal Caldas (PP) e o então deputado Gerson de Deus.
A sessão especial em que se concederam os títulos foi bastante prestigiada, tanto por parentes como amigos, a exemplo do ex-governador Roberto Santos, vários deputados, o deputado federal Félix Mendonça, ex-deputados estaduais e federais. A mesa foi composta ainda pelos juízes do Trabalho, Carlos Antonio Carvalho, Eleitoral, Maurício Vasconcelos e Aliomar Brito, além do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios Clemenceau Teixeira.
Ao abrir os trabalhos, o presidente Marcelo Nilo (PDT) formou a mesa e nomeou uma comissão com os deputados Jurandy Oliveira, Álvaro Gomes (PCdoB) e Reinaldo Braga (PR) para recepcionar os homenageados e trazê-los ao plenário. Coube a Aderbal fazer a saudação. "Hoje nos reunimos para homenagear dois grandes homens que se dedicaram e ainda se dedicam às atividades médicas, cada um dando o melhor de si em benefício da ciência e da sociedade", enfatizou.
A relação de títulos e relevantes atribuições que George e Álvaro acumulam é extensa e o parlamentar preferiu se detalhar sobre o assunto. "Um resumo biográfico será o bastante para mostrar e demonstrar a todos o valor desses dois ilustres profissionais da ciência médica", definiu.

Álvaro Rabelo Junior

O nome de Álvaro Rabelo Junior está intimamente ligado aos estudos da cardiologia na Bahia. Formado pela Ufba em 1957, tornou-se bolsista em cirurgia na Universidade de Harvard, Estados Unidos. Ao retornar, assumiu cadeira de professor auxiliar na Faculdade de Medicina, seguindo carreira até se tornar titular, em 1976, pouco depois de retornar de outra temporada em hospitais americanos.
Atualmente, exerce as funções de chefe do Laboratório de Pesquisas Cirúrgicas do Hospital Universitário, consultor da Capes, membro titular em cirurgia torácica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e fellow em cirurgia torácica do Colégio Americano de Cirurgiões. "Seria enfadonho enumerarmos os trabalhos de sua autoria, entre as centenas que se acham enfeixados em livros e revistas especializadas", disse Aderbal.
O parlamentar fez menção também à Fundação Baiana de Medicina, a "menina dos olhos" do experiente médico, da qual é presidente desde sua fundação, em 1991. Segundo Álvaro, tratava-se de um sonho acalentado a criação de um centro de excelência em ensino e tratamento cardiológico, nos moldes do Instituto do Coração de São Paulo, que fosse capaz de atender a população de baixa renda. Inicialmente conveniada à Ufba, a Fundação deu vôos próprios, segundo o especialista, e em 2004 se tornou um hospital, na Pituba.

George Barreto de Oliveira

Nascido em Pernambuco, George Barreto era o único entre os irmãos que não era baiano. A migração da família para aquele estado foi transitória e aos cinco anos voltava para a terra, onde estudou no colégio Dois de Julho e ingressou na Faculdade de Medicina da Ufba em 1962, de onde se tornou professor. O currículo acadêmico impressiona: estágios em eletrocardiografia, em anatomia patológica, em pneumologia, metodologia do ensino superior e em administração hospitalar.
George foi interno do antigo Hospital Getúlio Vargas, onde, depois de formado, se tornou médico clínico, e atuou no serviço de obstetrícia da Tsylla Balbino. "A carreira do Dr. George Barreto de Oliveira tem sido permeada de grandes sucessos", definiu o parlamentar, a exemplo da coordenação Médica do Hospital Espanhol e da UTI do Hospital Universitário, entre outros. Ele prestou seus serviços no setor médico da Assembleia por oito anos.
O homenageado pormenorizou seu perfil biográfico, mostrando uma vida ligada à Bahia. Ao agradecer, fez um discurso político. Citou Winston Churchill para defender os ideais democráticos, e defendeu o seu direito a sonhar com o parlamentarismo e o voto distrital misto. Falou da emoção também e confessou derramar lágrimas por ver as injustiças e impunidades, "principalmente quando perco um paciente por falta de recursos médicos e falta de um SUS estruturado e hierarquizado, um direito do povo".



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