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Javier Alfaya lamenta morte de Mãe Hilda

Publicado em: 29/09/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comunista elogiou trajetória da religiosa
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O deputado Javier Alfaya (PCdoB) lamentou, em moção de pesar apresentada na Assembleia Legislativa, o falecimento de Hilda Dias dos Santos, Mãe Hilda Jitolu. "Nós militantes e dirigentes do PCdoB, todos os baianos, em especial aqueles que lutam contra a intolerância religiosa e o preconceito racial, recebemos consternados a notícia do falecimento de Mãe Hilda", lamentou o parlamentar.
A ialorixá nasceu em Cosme de Farias (antiga Quinta das Beatas), em Brotas, bairro de Salvador. Aos 13 anos, mudou-se para o Curuzu, onde viveu ao lado do esposo e de seus seis filhos. "Mãe Hilda faleceu aos 86 anos de idade e foi enterrada em 20 de setembro, sob a admiração e manifestações de pesar de centenas de baianos que se orgulham do trabalho da mentora espiritual no grupo cultural Ilê Aiyê, mas também da causa afro-brasileira."
Como guardiã da fé e da tradição africana, Hilda foi iniciada na religião aos 20 anos e aos 29 anos fundou o terreiro Ilê Axé Jitolu, ao lado de sua casa, no Curuzu, na Liberdade. O próprio Ilê Aiyê, que significa casa dos negros, teve início na casa de Mãe Hilda.
De acordo com o deputado, a trajetória de Mãe Hilda está ligada ao candomblé. Sua dedicação e luta pelo respeito aos rituais, às festas, às obrigações e à própria liberdade da crença no candomblé é um marco do povo negro da Bahia. Neste aspecto, sua ação floresceu para toda a comunidade, inclusive através do seu filho biológico, Antônio Carlos dos Santos, também conhecido como Vovô do Ilê, fundador do bloco Ilê Aiyê.



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