Transformar os recursos financeiros destinados à construção de cisternas na aquisição de tubos para implantação de sistemas de abastecimento ou ampliação dos já existentes no semi-árido baiano é o que quer o deputado Gilberto Brito (PR). E, para conseguir esta transformação, apresentou indicação à secretária de Governo, Eva Chiavon, na qual relata as alterações climáticas e dados estatísticos da região, que sofre com "ausência, escassez, irregularidade e má distribuição das precipitações pluviométricas na estação chuvosa, com a intensa evaporação durante o período de estiagem e o elevado escoamento superficial das águas que se conjugam para conformar uma acentuada deficiência hídrica. Com isso, o acesso à água em quantidade, qualidade e regularidade pela população rural se constitui um importante fator limitante da sustentabilidade da vida na região".
Mas a falta de chuvas não é a única responsável pela seca, diz o deputado. A má distribuição da água, associada a uma alta taxa de evaporação, resulta no fenômeno da seca, que periodicamente assola a população da região. Preocupado em "solucionar ou minimizar as angústias decorrentes de tal realidade", o deputado indica ao Governo do Estado que, nas localidades de maior concentração de moradias desprovidas de abastecimento de água, "em vez de contemplar cada unidade com uma cisterna, que sejam comprados tubos, a fim de que a Cerb ou a Embasa implante sistema simplificado ou amplie rede de abastecimento preexistente nas proximidades".
A outra sugestão de Gilberto Brito é que as cisternas sejam construídas, preferencialmente, nas residências mais isoladas. Mesmo assim levando-se em conta "ser preferível gastar-se o valor correspondente a duas e meia cisternas na aquisição dos tubos necessários à instalação de rede que propicie um abastecimento contínuo e pleno, garantidor de saúde, conforto e economicidade do tempo que às vezes é despendido na busca do precioso líquido".
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