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Comissão defende melhorias no Parque São Bartolomeu

Publicado em: 11/09/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Lideranças da localidade vão acompanhar as ações para aquela área de proteção ambiental
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A situação do Parque São Bartolomeu passou a ser acompanhada de perto, esta semana, pela Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira, a Comissão Especial de Promoção da Igualdade (Cepi) realizou audiência pública para discutir o assunto, ocasião em que o presidente do colegiado, Bira Corôa (PT), propôs a formação de um grupo formado por parlamentares e lideranças locais para acompanhar as políticas públicas e ações direcionadas para aquela área de proteção ambiental (APA).
Bira avalia que audiências como a ocorrida esta semana são importantes para trazer à tona a discussão sobre a sustentabilidade e revitalização não só do São Bartolomeu, como de outras APAs de Salvador. Por conta disso, pretende agendar novo evento para reunir as autoridades públicas pertinentes ao assunto e a Cepi. O local ainda a ser definido deverá estar localizado no Subúrbio Ferroviário.
Raimunda Oliveira, coordenadora do Fórum de Entidades do Subúrbio, também defende o trabalho de acompanhamento da Cepi. "Esta é uma preocupação do Estado, mas a revitalização ainda não aconteceu", disse, afirmando que sua expectativa "é de que outros debates ocorram para que possamos trazer para discussão os projetos que já existem, mas que não foram desenvolvidos. Ela destaca a violência como um dos maiores problemas do local, que também sofre com as ocupações desordenadas e com projetos habitacionais que vêm aterrando as principais nascentes do parque.
O São Bartolomeu, situado entre Pirajá e o Subúrbio Ferroviário, concentra importante riqueza histórica e cultural, foi morada dos índios tupinambás e abrigou o Quilombo do Urubu. O parque é ainda área sagrada de culto a entidades do candomblé. Possui uma extensa reserva de mata atlântica e é considerado área de preservação ambiental. Nele está localizada a Bacia do Cobre, que garante o abastecimento de água para cerca de 20% da população local, apesar de a lei que criou a APA do Cobre não proteger todo o curso do rio, como explicou o presidente da entidade, Humberto Chagas.
O Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb), representado pela coordenadora Maria do Carmo Barreto (Micau), apresentou a evolução dos projetos criados para a revitalização do parque, divulgando que já foi definido recurso, pelo governo do estado, para início dessas obras de recuperação do parque. A macota Valdina Pinto, que representou o povo de santo no evento, também participou da mesa da audiência.



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