Em um breve discurso, o presidente do Legislativo baiano, Marcelo Nilo, ressaltou que o privilégio de presidir a Assembleia Legislativa da Bahia é particularmente honroso em momentos como o da tarde de ontem, quando foi concedido o título de cidadão baiano ao governador Aécio Neves. Nilo salientou que a Casa é austera na concessão de títulos de cidadania, "sendo que é fato ainda mais rara a obtenção da unanimidade em votação secreta em plenário".
Marcelo Nilo disse que foi de forma unânime que a Bahia de Castro Alves, Ruy Barbosa, Octávio Mangabeira, Jorge Amado e Dorival Caymmi, através de seus representantes, decidiu-se por ser também agora a terra de Aécio Neves, nascido nas Minas Gerais de Aleijadinho, Tiradentes, Juscelino Kubitschek, Carlos Drummond de Andrade e Tancredo Neves. "Baianos e mineiros têm os destinos integrados pelo rio São Francisco, pelas lavras de ouro e diamantes, pelos sertões roseanos, numa proximidade de vizinhos que, de fato, somos", afirmou.
O presidente da AL disse que "o nosso novo conterrâneo possui uma biografia política impressionante para um homem que ainda não chegou aos 50 anos". Ele citou, entre as várias conquistas da carreira política de Aécio Neves, a presidência da Câmara Federal e os dois mandatos consecutivos como governador de Minas Gerais, tendo sido reconduzido na última eleição com 77% dos votos válidos.
O presidente do Legislativo se dirigiu ao homenageado, afirmando que a proverbial sabedoria política dos mineiros encontra eco na Bahia. "Os baianos gostam de política e a fazem seguindo uma máxima de seu avô, o presidente Tancredo Neves: não são os homens, mas as idéias que brigam", completou, encerrando a sessão especial clamando por bençãos de Nossa Senhora da Piedade e de Nossa Senhora da Conceição, padroeiras de Minas Gerais e da Bahia, ao homenageado.
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