Diante de um plenário lotado, com um discurso lido com emoção, o governador Aécio Neves agradeceu o título de Cidadão Baiano que lhe foi conferido pela Assembleia Legislativa, proposto pelos deputados Leur Lomanto Jr. (PMDB), Elmar Nascimento (PR) e Paulo Azi (DEM). O governador de Minas Gerais foi recepcionado pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, na rampa de acesso ao prédio, onde recebeu saudação da banda do Corpo de Bombeiros. Foi maciça a presença de deputados estaduais e federais baianos, além de oito de Minas Gerais.
Em seguida concedeu entrevista coletiva no auditório do Memorial do Legislativo e foi conduzido ao Salão Nobre, onde aguardou com amigos a comissão de deputados (os proponentes e líderes partidários) que o acompanhou à sala das sessões. Foi recebido de pé, cumprimentando os presentes e assim demorando de se acercar da Mesa de Honra dos trabalhos. Antes, Aécio Neves esteve na Governadoria para visita de cortesia ao colega Jaques Wagner.
O flautista da Polícia Militar Rainer Krupp abriu os trabalhos, executando o Hino Nacional, sendo o peemedebista Leur Lomanto Jr. o primeiro a falar. Traçou um rápido perfil de Aécio Neves, "um brasileiro devotado à política e às causas públicas" e lembrou o sentimento de afeição existente entre sua família e a do homenageado. Elmar Nascimento disse que Aécio Neves "é um administrador moderno e competente" e fixou paralelos de sua ação administrativa e política com a do senador Antonio Carlos Magalhães e seu filho, o deputado Luís Eduardo Magalhães.
O deputado Paulo Azi disse que, num momento de desgaste da classe política, Aécio Neves é uma referência de vida. Registrou a revolução administrativa que tirou Minas da letargia social, e lembrou que seu pai, o deputado federal Jairo Azi, enxergou logo que o jovem colega constituinte "iria longe".
Após a saudação, às 16h55, o governador Aécio Neves recebeu o seu título de Cidadão Baiano. No agradecimento imprimiu poesia, ao citar o mar, lugares como a Rua Chile, o Pelourinho, o Rio Vermelho, personalidades (Rômulo Almeida, Anísio Teixeira, Gláuber Rocha, Milton Santos, Luís Eduardo), além de Jorge Amado e seus personagens. Mas o tom foi político, "mineiramente", sem endereçar as críticas a governo, partidos ou pessoas.
Antes do encerramento dos trabalhos, o flautista tocou o Hino ao Dois de Julho e o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, falou do seu contentamento em presidir a sessão que tornou o mineiro "das Alterosas, dos sertões ‘roseanos’ e das cidades barrocas tão baiano quanto Castro Alves, Ruy Barbosa, Octávio Mangabeira, Jorge Amado e Dorival Caymmi".
Além do homenageado e do presidente da Assembleia, compuseram a Mesa de Honra dos trabalhos o vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Jerônimo dos Santos, representante da desembargadora Silvia Zarif; os ex-governadores Waldir Pires, Paulo Souto e Antônio Imbassahy; o ministro Geddel Vieira Lima; o corregedor da Câmara Federal, deputado ACM Neto, representante do presidente daquela Casa, deputado Michel Temer; os senadores pela Bahia, ACM Júnior e César Borges; o senador por Minas Gerais, Eduardo Azeredo; o prefeito de Salvador, João Henrique; o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Alberto Pinto Coelho; e o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, do Rio de Janeiro.
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