Na manhã de ontem mais duas comissões permanentes foram reinstaladas na Assembleia Legislativa. Os parlamentares do colegiado de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle e os de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos reelegeram, por unanimidade, os deputados Luiz Augusto ( PP) e o democrata Gaban como presidentes das respectivas comissões.
Para Luiz Augusto, que coordenará conjuntamente com o deputado Paulo Azi (DEM), eleito vice-presidente, a Comissão de Finanças, as questões mais importantes versarão sobre as contas do governo e sua proposta orçamentária. "Precisamos discutir o exercício do Executivo de 2007 e agilizar as outras análises, para dar à Bahia o melhor que ela merece", enfatizou o presidente, revelando que nos próximos encontros ordinários designará, também, os relatores para as contas do Tribunal de Contas do Estado, TCE, e do Tribunal de Contas dos Municípios, TCM. O colegiado se reunirá todas as terças-feiras, às 11 horas.
MEIO AMBIENTE
"Precisamos construir uma relação mais estreita com os órgãos que pensam o meio ambiente no estado, pois, com uma participação mais efetiva dos membros do colegiado nestas questões teremos a renovação e oxigenação dessas discussões na Bahia", enfatizou Gaban, defendendo, por exemplo, uma maior aproximação com Beth Wagner, diretora geral do Instituto do Meio Ambiente, IMA.
O vice-presidente eleito, o deputado Adolfo Menezes (PRP) defendeu uma atuação mais consciente desse órgãos. Para ele, é necessário que se encontre um equilíbrio entre a demanda empresarial e o meio ambiente, evitando que o desenvolvimento do estado seja prejudicado. Neste sentido, Gaban foi mais incisivo ainda. Para ele é necessário analisar e criar leis especificas, respeitando as particularidades de cada região e atividade. "O mais correto é o crescimento ordenado e sustentável", disse.
Subcomissão
Após concluída a instalação da Comissão de Meio Ambiente, o deputado Luiz Argôlo (PP) requereu a criação e teve seu nome aprovado para coordenar os trabalhos da subcomissão de Seca e Recursos Hídricos. "Sessenta e oito por cento dos municípios baianos estão na região do semiárido, isso significa 258 cidades, no montante de mais de 6 milhões de pessoas que sofrem por falta de água", enfatizou o presidente eleito. Para a deputada petista Fátima Nunes, defensora de políticas públicas para as regiões que sofrem com a seca, o maior desafio é repensar o meio ambiente em uma sociedade que é baseada no lucro pelo lucro, fator que para ela gera desigualdades sociais.
Já Ferreira Ottomar (PMDB), integrante do colegiado, defendeu que a comissão desenvolva ações educativas. "É necessário que desde a escola as crianças aprendam questões relacionadas com o meio do ambiente". Neste tocante, o deputado Emério Resedá (PSDB) foi taxativo: "Esta questão é extremamente importante, os homens estão destruindo a natureza e o planeta, o que será do futuro dos nossos filhos e netos?", questionou.
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