Quem passou ontem na hora do almoço pelo saguão Josaphat Marinho, na entrada principal da Assembleia Legislativa da Bahia, curtiu momentos de descontração e teve oportunidade de ouvir boa música. Trinta alunos do Curso Técnico em Música do Colégio Estadual Manoel Novaes, que fica no bairro do Canela, se revezaram em 19 números musicais.
Apresentando-se em shows solos ou em conjunto, os alunos com a idade a partir de 15 anos cantaram, para aplausos entusiasmados dos servidores do Poder Legislativo, músicas de mestres da música popular brasileira, como Pixinguinha, Tom Jobim e Chico Buarque, além de canções internacionais.
O espetáculo fez parte do programa Albashow, que mensalmente apresenta manifestações culturais e artísticas de servidores da Casa e público externo que deseja divulgar seu trabalho. O gerente de projetos especiais da Escola do Legislativo, Newton Silva, recorda que no mês passado o programa organizou um show com Júlio Ribeiro e já está estudando as propostas para o mês que vem.
INSTRUMENTOS
Nove instrumentos foram utilizados pelos alunos do Colégio Estadual Manoel Novaes no show de ontem, entre eles, flautas, trompetes, sax, violões, guitarras e contra baixos. Os alunos fazem parte do curso médio (segundo grau) e o curso tem quatro anos de duração, com avaliação de aprendizado.
O professor Alfredo Oliveira, coordenador do projeto musical escolar, destaca que a parte de canto em solo ou em grupo, também apresentado ontem, tem importância fundamental na grade curricular dos alunos.
"O objetivo é a prática do aprendizado na formação profissional. Depois de quatro anos, alunos conseguem concluir o curso de técnico em instrumento musical ou em canto. O curso é opcional, porque outros preferem, por exemplo, o aprimoramento em educação física", salienta o educador em música do colégio ao lado dos colegas Carla Cumming e Rita Paixão.
Os servidores e visitantes que assistiram ao show ontem, no saguão de entrada da Assembléia, além de aplaudirem bastante os alunos, fizeram questão de elogiar o trabalho do colégio, pois além da grade curricular necessária para o avanço do estudante na área educacional e profissional, o complemento, com aperfeiçoamento técnico em música, deveria ser introduzido em outros estabelecimentos de ensino das redes pública e privada.
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