Os portadores de hepatite do tipo viral poderão ganhar atendimento multidisciplinar do Governo do Estado para o controle e tratamento dos diferentes impactos da moléstia, do ponto de vista físico e emocional. Projeto de lei neste sentido foi apresentado pelo deputado estadual J. Carlos (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia.
O deputado petista argumenta que o atendimento multidisciplinar deverá abranger a capacitação permanente dos profissionais participantes para que tenham plenas condições de adotar as melhores práticas. "Os hospitais, centro de referências, centros de aplicação assistida e demais unidades estaduais de atendimento médico abrangidos ficam obrigados a se aparelharem com equipamentos, insumos e recursos humanos especializados para dar cumprimento ao dispositivo legal", reforça. A equipe multidisciplinar deverá, a partir dos resultados obtidos com os tratamentos práticos e técnicas, produzir documentos que registrem resultados, avanços e comparativos, de modo que o conhecimento possa ser partilhado e multiplicado, ampliando-se a qualidade e a eficiência do tratamento oferecido aos portadores de hepatites virais.
"A hepatite C é a maior causa de transplante hepático e cirrose no mundo e as mortes decorrentes de suas complicações deverão aumentar significativamente nos próximos anos. Sem dúvida, é uma epidemia real, é a epidemia deste século", reitera J. Carlos. Com a assistência interdisciplinar, o paciente terá atenção mais abrangente e cuidadosa e, portanto, melhor qualidade de vida, fator que contribui para a adesão ao tratamento, aumentando as chances de cura.
Na justificativa do projeto de lei, o deputado cita outra questão que reforça a necessidade da multidisciplinaridade: "Além da vantagem do resultado nas respostas positivas ao tratamento multidisciplinar, há que se considerar, também, as vantagens econômicas. Como se sabe, saúde não tem preço, mas tem custos; portanto, a eficiência e a adequada relação custo-benefício são responsabilidades do gestor público."
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