A experiência bem-sucedida dos bombeiros voluntários de Santa Catarina foi alvo de um amplo debate realizado ontem na Assembleia Legislativa. Audiência pública proposta pela deputada Fátima Nunes (PT) discutiu formas de aproveitar o trabalho desenvolvido pela Associação de Bombeiros Voluntários de Santa Catarina (Abvesc) para criar um modelo que possa se adequar à realidade da Bahia.
Presente ao evento, o coordenador estadual de Defesa Civil, Antônio Rodrigues, lembrou que a Bahia também tem seus bombeiros voluntários: os brigadistas da Chapada Diamantina. "O Estado vai procurar firmar convênios com os prefeitos dos municípios da região para que eles possam dar subsídios, a exemplo de equipamentos de proteção, a esses brigadistas", observou Rodrigues. Ele explicou que, por conta de aspectos legais, o Estado não pode ajudar diretamente os brigadistas.
O presidente da Abvesc, Ademir Orsi, explicou que o modelo de bombeiros voluntários vem contribuindo para reduzir o número de mortes em Santa Catarina – estado que no final de 2008 sofreu com as cheias provocadas pelas fortes chuvas. Segundo ele, das 70 cidades do estado, 35 possuem bombeiros voluntários. "Esses voluntários sempre chegam rápido ao local de acidentes e vêm efetivamente reduzindo o número de mortes", observou Orsi na audiência. De acordo com ele, Santa Catarina já tem mais de três mil bombeiros voluntários.
Para o indivíduo se tornar um bombeiro civil é necessário um curso de seis meses. Além de atuar como voluntário, ele pode trabalhar de forma remunerada em eventos, shoppings. Foi através do curso que Samy Souza se tornou um bombeiro civil. Agora, ele está implantando em Catu uma associação de bombeiros voluntários e pretende criar outra em Camaçari. Ele só lamentou a falta de apoio do poder público para esse tipo de iniciativa. "As dificuldades são grandes, sobretudo pela falta de equipamentos e estrutura física".
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