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Ângela Sousa louva os 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil

Publicado em: 19/08/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentar do PSC elogiou o ''importante trabalho da instituição na pregação do Evangelho''
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A Igreja Presbiteriana do Brasil e seus 150 anos de fundação, comemorados no último dia 12 de agosto, foram destacados e inseridos na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa por meio de moção de congratulações apresentada pela deputada Ângela Sousa (PSC). “Pelo importante trabalho que realiza, na pregação do Evangelho de Jesus Cristo, a Igreja Presbiteriana do Brasil é digna de todo o reconhecimento e as mais efusivas homenagens”, comentou a parlamentar.    
Ângela Sousa relata que, no dia 12 de agosto de 1859, um jovem missionário de 26 anos chegava a um país que considerou grandioso, imperial, sob uma monarquia constitucional encabeçada por dom Pedro II. "É um lugar lindo, o mais singular e radiante que jamais vi (...) estou pronto para desembarcar", relatou Ashbel Green Simonton em seu diário. Ordenado pastor havia poucos meses, ele chegou à capital do império, Rio de Janeiro, vindo de Baltimore, Estados Unidos. Foram quase dois meses de viagem até o início da realização do seu plano de servir a Deus em solo brasileiro.  
O Brasil descrito por Simonton possuía seu lado cruel. Homens, mulheres e crianças de pele negra ainda eram obrigados a trabalhar para grandes senhores. O país atravessava uma crise em relação à saúde pública. Doenças como tuberculose (considerada o mal do século XIX) e febre amarela causavam transtornos e sérias preocupações, mesmo após a superação de uma epidemia de cólera.  
Alguns fatores contribuíram, de certa maneira, para a chegada de Simonton ao Brasil, como o processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro. “Sabe-se que muitos protestantes já haviam pisado em solo brasileiro, contudo, as tentativas foram fracassadas, já que a coroa portuguesa não via com bons olhos a presença de protestantes”, disse a deputada.
Segundo ela, em seu diário, o missionário mal conseguiu descrever suas sensações perante o desejo de desembarcar no Rio de Janeiro. “Estava feliz e, ao mesmo tempo, sentia temor perante o tamanho de sua responsabilidade”, comentou Sousa. Apesar de não falar o idioma português, o pastor logo iniciou seus trabalhos e fez seus primeiros contatos com estrangeiros.  
Até a data de seu falecimento, em 1867, o missionário Ashbel Green Simonton presenciou fatos importantes da época, tais como o lançamento do primeiro periódico protestante do Brasil - a Imprensa Evangélica, a organização do Presbitério do Rio de Janeiro e a criação de um seminário teológico. Na opinião da deputada Ângela Sousa, com 150 anos de existência, muito se pode dizer a respeito da Igreja Presbiteriana do Brasil.
“A instituição se expandiu, cresceu e consolidou suas bases em solo brasileiro. Hoje traz à memória sua trajetória de vida e reflete a respeito do tamanho da responsabilidade de expandir o Reino de Deus pela propagação do Evangelho”, disse. A deputada conta que, em Ilhéus, a Igreja Presbiteriana foi fundada a 22 de maio do ano de 1952, funcionando desde aquela época no centro da cidade, nas imediações da Praça Cairu. A construção do templo se deu em área doada por Ezequias Nunes e o primeiro pastor foi o reverendo Joel Cavalcanti.
A igreja possui cerca de 180 membros, contando ainda em seu quadro de pastores os reverendos Claudemar Quereno e Idelfonso Trindade. Sua linha doutrinária é baseada na Reforma Protestante.  Além do templo-sede, a igreja possui duas congregações, sendo a principal no bairro Salobrinho, e a Monte Sinai, no quilômetro 12 da rodovia Ilhéus-Uruçuca. Há ainda um ponto de pregação com um templo em construção no bairro Nelson Costa.



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