Visando a preservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, a Comissão de Promoção e Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT), realizou ontem uma audiência pública para debater temáticas sobre a revitalização e conservação do parque, que, segundo o parlamentar, faz parte dos mais importantes patrimônios históricos de Salvador. "A cidade ainda não percebeu a importância desse parque, mas se não tivermos um plano eficaz de acompanhamento perderemos esse patrimônio como um todo", ressaltou o petista. Segundo o parlamentar, o Parque Metropolitano de Pituaçu, que é frequentado por baianos e turistas, possui, além da área de proteção ambiental e belezas naturais, uma estrutura de ciclovia, parque infantil, bares, restaurantes e pista de cooper.
De acordo com o representante da comunidade do Pituaçu, Ezídro Lima, precisam ser feitas algumas ações no parque a fim de diminuir a poluição e as invasões que crescem com o passar do tempo. Porém, o diretor da Comunidade Papamelmiolo, César Medeiros, acredita que a maior necessidade do parque é a definição de sua poligonal para que as comunidades possam ter conhecimento da área pertencente ao Pituaçu. César afirmou que muitas áreas do parque foram doadas para empresas privadas de saúde, educação e lazer, mas as áreas restantes estão sendo invadidas por pobres e ricos para a construção de habitações, entre outras coisas. "Com toda briga para evitar as invasões, elas ainda continuam acontecendo e nós não sabemos qual é a verdadeira área do parque por que ainda não temos conhecimento visual de sua poligonal", declarou o diretor.
DESMATAMENTO
César também destacou outros pontos do Pituaçu que precisam da atenção dos órgãos competentes e da população, como, por exemplo, o desmatamento do parque, a represa abandonada e com rachaduras, a falta de segurança, a destruição do parque infantil e da pista de ciclovia, entre outros. No mesmo sentido, o coordenador da ONG Gambá, Renato Cunha, acredita que o parque possui muitos problemas, mas que poderiam ser resolvidos caso houvesse um Conselho Gestor, participante e atuante, para criar um plano de ações direcionado para a resolução dos problemas destacados no Pituaçu. "A gente não vê uma ação concreta por parte das autoridades para a resolução desses problemas e para a preservação do parque", comentou o coordenador geral do Sindae.
Segundo Júlio Mota, que é superintendente de Projetos do Meio Ambiente da Embasa, a cidade de Salvador não se preparou para o crescimento demográfico que acabou causando graves problemas de infraestrutura para a cidade. Ainda segundo ele, foi devido à falta de infraestrutura de saneamento no "Alto de Pituaçu" que o rio do parque foi poluído. Júlio afirmou que a Embasa fez um orçamento para despoluição do rio e já está com o projeto pronto e com a verba necessária. Entretanto, será preciso a participação da Prefeitura, de outras empresas e das comunidades do parque. "A Embasa abraçou esse desafio e vai trabalhar para devolver a água para os cidadãos", ressaltou ele.
Em resposta aos questionamentos, a assessora especial da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Tatiana Matos, afirmou que a represa já está sendo consertada, a segurança foi reforçada e já faz dois meses que não ocorrem assaltos no local, a lagoa está sendo tratada da poluição, a ciclovia será reformada, os equipamentos esportivos serão restaurados, além da criação de um plano de manejo dos habitantes das áreas de invasão. "No geral fico muito feliz por poder responder a maior parte das questões feitas, pois a secretaria está tentando solucionar os problemas da melhor forma possível junto à comunidade do parque do Pituaçu", finalizou a assessora.
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