O deputado Adolfo Menezes (PRP) apresentou alentada moção de congratulações pela passagem do 75º aniversário da Diocese de Senhor do Bonfim. Localizada na sede daquele município, a diocese atende a 24 paróquias compreendidas em 25 municípios. Atualmente trabalham ali 38 sacerdotes dando assistência espiritual à comunidade.
A diocese, desde os primórdios, foi palco de muita história e o parlamentar tentou contar boa parte dela, em um documento de três páginas e meia. Ali se informa, por exemplo, que a criação daquela seção administrativa da Igreja era planejada desde os tempos do cônego Pedro Hugo Teixeira, "assassinado por um débil mental embriagado, dentro da matriz de Senhor do Bonfim".
A idéia de criação foi tomando corpo e ganhou a mídia, primeiro sendo abordada pelo Correio de Bonfim e depois pelo jornal A Tarde. Foi assim que, em 17 de abril de 1926, dom Augusto Álvaro da Silva, arcebispo de Salvador, anunciou naquele município do Nordeste baiano que estava para "engastar mais uma pérola na coroa desta princesa".
A data de criação da nova diocese pelo papa Pio XI foi 6 de abril de 1933 e sua instalação ocorreu no mesmo ano, em 2 de agosto. Naquela época, foi criada com uma dimensão impressionante: eram 33 municípios, estendendo-se por 125 mil quilômetros quadrados e com uma população de 323 mil habitantes. Fazia divisa com a Arquidiocese de Salvador, de onde foi desmembrada, e com as dioceses de Petrolina e Pesqueira, em Pernambuco; Barra e Caetité, na Bahia; de Aracaju e de Penedo, em Alagoas.
O parlamentar fez questão de citar o nome de todos os bispos que passaram por Bonfim, a exemplo de dom Jairo Rui Matos da Silva, que ali exerceu suas atividades clericais por 32 anos "de fecundo apostolado, que marcaram indelevelmente a vida do povo bonfinense".
Ele deixou o episcopado em 2006, quando teve seu pedido de renúncia aceito pelo papa Bento XVI e foi feito bispo, o primeiro bispo emérito daquela localidade. Dom Jairo morreu no ano seguinte em Salvador e teve seu corpo sepultado em Senhor do Bonfim, "após uma comovente manifestação de gratidão" daquele povo. O sexto e atual bispo daquela diocese é dom Francisco Canindé Palhano, potiguar de São José de Mipibu.
"Dentre os seus feitos entre nós, destacamos a sua atuação no sentido de reestruturar a administração diocesana, o seu amor pelas vocações sacerdotais, para a formação de novos padres, tendo ordenador já três novos sacerdotes, e também o seu amor para com a liturgia, que, graças aos seu esforço e dedicação, tem produzido muitos frutos", concluiu.
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