MÍDIA CENTER

Cidade de Jacobina festeja 129 anos de emancipação política

Publicado em: 30/07/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Sérgio Passos associou-se às comemorações, desejando prosperidade para toda a população
Foto:

O município de Jacobina comemorou, no último dia 28, seu aniversário de emancipação. A data festiva municipal foi lembrada na Assembleia Legislativa em moção de congratulações apresentada pelo deputado Sérgio Passos (PSDB). "Considero-me também um jacobinense, e nesta oportunidade associo-me aos demais, desejando votos de prosperidade nos mais diversos setores que englobam o desenvolvimento deste município", disse em sua justificativa.
Fundada em 28 de julho de 1880, Jacobina tem população atual de mais de 76 mil habitantes. Distante da capital 330 km, a cidade está situada na região Noroeste da Bahia, no extremo norte da Chapada Diamantina. De acordo com o parlamentar, é também conhecida como cidade do ouro, fruto de uma herança das minas do metal, que atraíram os bandeirantes no início do século XVII.
"Rodeada por serras, morros, lagos, rios, pontes e cachoeiras, Jacobina se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo ecológico", apresenta o deputado. Além das minas e belezas naturais, a cidade possui um rico patrimônio histórico e cultural, com destaque para as mais de 33 quedas d’águas. As mais procuradas são: a dos Alves, Amores, Aníbal Augusto, Brito, Jaqueira, João Bello, Macaqueira e Véu de Noivas.
A corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município no princípio do século XVII originou a povoação de Jacobina. Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. "À proporção que novas levas de braços chegavam para o garimpo, o arruado à margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea", disse o deputado.
Como o progresso que emanava das minas adquiria forma, a Coroa promoveu o arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina, a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Say, aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697.
A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do vice-rei e do governador da Província, Vasco Fernandes César. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.
A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 1837, pela Lei Provincial no 49, de 15 de março, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.
A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina determinou o êxodo de grande número de mineiros. "Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade", disse o deputado, referindo-se ao fato que só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.



Compartilhar: