O debate em alto nível promovido pela Comissão de Saúde e Saneamento no último dia 26 para encontrar soluções e combater o uso do amianto em todo o estado foi avaliado pelos membros do colegiado, ontem pela manhã, durante a sessão ordinária presidida pelo deputado Nelson Leal (PSL).
O nível da audiência pública e os caminhos encontrados para intensificar a fiscalização da comercialização e extração desse produto nocivo à saúde da população superou todas as expectativas, na opinião dos deputados, que consideraram satisfatória a discussão sobre os aspectos técnicos da saúde referentes ao uso do amianto.
O presidente da comissão, Nelson Leal, conseguiu colocar em votação e aprovar visitas às indústrias Eternit e Braskem, que usam o amianto como matéria-prima, para conhecer de perto como é feito esse trabalho na área industrial.
"Vamos agendar as datas, pois toda comissão deseja conhecer como é usado o amianto, uma substância cancerígena, na produção de telhas, caixas d` água e outros produtos. Isso será de imediato, pois este assunto vem preocupando bastante a população", disse o presidente.
O andamento e a discussão do projeto de lei de autoria do ex-deputado petista Zilton Rocha (16.035/2007) está em alta entre todos os parlamentares e Nelson Leal acredita que o mesmo será votado o mais breve possível, pois todos querem afastar o uso do amianto na Bahia, como já acontece em outros estados.
"A aprovação desse projeto será de fundamental importância para banirmos essa substância cancerígena da Bahia. Até em caixas d`água o amianto aparece em plano de destaque. Durante o debate da semana passada, pesquisadores confirmaram o alto poder carcinogênico do amianto em vários órgãos dos seres humanos. Então nossa sociedade está em situação de risco e a Assembleia vai votar o projeto, pois todos estão incorporados a essa luta", comentou o parlamentar.
A comissão decidiu também que irá visitar todos os setores da indústria que façam uso do amianto, pois com a aprovação do projeto pelo Legislativo baiano e a sanção governamental, a fiscalização será rigorosa para punir severamente aqueles que continuarem utilizando essa substância cancerígena.
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