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Sessão na Assembleia lembra os 50 anos da Revolução Cubana

Publicado em: 02/06/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Proponente da sessão, Álvaro Gomes enalteceu os avanços conquistados pela ilha comunista
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No primeiro dia de janeiro de 1959, após pouco mais de dois anos de luta, o Exército Rebelde, liderado por Fidel e Raul Castro e Che Guevara, entrava triunfalmente em Havana, iniciando um novo capítulo na história de Cuba. Em 2009, esse movimento guerrilheiro que culminou na Revolução Cubana completou 50 anos. Ontem, o cinquentenário da revolução voltou a ser lembrado em sessão especial realizada na Assembleia Legislativa da Bahia.
Proposta pelo deputado Álvaro Gomes (PC do B), a sessão foi marcada por discursos que enalteciam as conquistas alcançadas por Cuba nesses 50 anos de regime comunista ao tempo em que criticavam a postura do Estados Unidos frente a este regime. O encontro contou com a presença de comunistas baianos, representantes de entidades e dos deputados estaduais Fátima Nunes (PT) e Gilberto Brito (PR).
Álvaro Gomes, que já esteve em Cuba quatro vezes (a última junto com uma comitiva de deputados estaduais baianos), destacou em seu discurso as vitórias obtidas pelo regime comandado por Fidel Castro, que hoje está afastado do poder por questões de saúde. "Em 1961, logo que a revolução foi consolidada, Cuba extinguiu o analfabetismo em apenas um ano", observou ele.

MUDANÇAS

O deputado do PC do B destacou que o índice de mortalidade infantil de Cuba hoje é de 5,8 mortes para cada mil nascidos vivos – um dos menores de todo o mundo. "Antes da Revolução esse número era de 60 a 70 mortes para cada mil nascimentos", observou.
Álvaro Gomes também citou as mudanças na educação de Cuba após a queda do ditador Fulgêncio Batista e a implantação do regime comunista na ilha. Segundo o parlamentar, antes da Revolução, Cuba tinha apenas três universidades e aproximadamente 15 mil estudantes de nível superior. Hoje, acrescenta ele, o país tem 744 instituições e mais de 500 mil universitários.
Para ele, a situação em Cuba seria muito melhor, hoje, se não fosse o "brutal bloqueio imposto pelos Estados Unidos". Álvaro acusou também os americanos de, ao longo desses 50 anos, praticar atos terroristas e sabotagens contra o país vizinho. "Com a eleição do presidente Barack Obama esperamos que os Estados Unidos revejam esta posição", diz Álvaro.
A solidariedade do povo cubano foi outro ponto destacado por Álvaro Gomes em seu discurso. "Só o Brasil já mandou mais de mil bolsistas para estudarem medicina em Cuba", afirmou. Uma dessas bolsistas é a médica Ana Marta, que participou da sessão de ontem. "Garantir saúde para toda população é um dos pilares da revolução cubana", afirmou ela.
Já para o representante da Embaixada de Cuba no Brasil, Sérgio Martinez, a experiência do país comunista foi fundamental para que a América Latina não fosse apenas uma espécie de quintal dos Estados Unidos. "E mesmo com todos os problemas causados pelo bloqueio dos Estados Unidos, o povo cubano vem resistindo com altivez e orgulho", afirmou ele.



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