Utilizadas, principalmente, por indústrias de refrigerantes e sucos, as garrafas PET movimentam hoje um mercado que produz mais de 10 bilhões de unidades anualmente, só no Brasil, das quais apenas 51% são reaproveitadas através da reciclagem. Com o objetivo de contribuir para o reaproveitamento desse tipo de material, o deputado Gilberto Brito (PR) propôs ao Detran, através de indicação apresentada na Assembleia, a adoção de medidas que permitam, nos futuros projetos de sinalização de trânsito, o uso de placas produzidas a partir da reciclagem de garrafas PET, como já vem ocorrendo nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Sorocaba (SP).
Em sua proposição, o deputado Gilberto Brito ressalta que a Bahia (através da Bahia Pet) divide com o Rio de Janeiro a referência de estados que mais recuperam garrafas PET jogadas nas ruas, lagos, rios e praias. Várias são as cooperativas que têm feito esse trabalho, gerando ocupação e renda para centenas de pessoas. Contudo, nem todas as garrafas recolhidas são recicladas, por não haver a demanda, ainda, de produtos confeccionados com elas. Ele assegura que não há impedimento no Código Brasileiro de Trânsito referente à confecção de placas de sinalização com PET recicladas.
Alguns municípios tiveram preocupação em contribuir para a preservação do meio ambiente através do aproveitamento de produtos confeccionados com PET recicladas. Gilberto Brito informa que em São Paulo, tanto a capital quanto outros municípios, a exemplo de Sorocaba e Indaiatuba, começaram a mudar as suas placas de sinalização de trânsito, assim como as de identificação de parques, ruas e jardins. Estão trocando as placas de aço ou alumínio pelas confeccionadas pelo PET reciclado.
O mesmo procedimento adotou a cidade do Rio de Janeiro desde 2007. Nesse município, a mudança foi regulamentada por lei municipal. "Vale ressaltar que o plástico reciclado é a metade do preço do alumínio usado nas placas de sinalização. A prefeitura de Sorocaba já instalou 300 placas recicladas pela cidade", aponta o parlamentar, acrescentando que seu objetivo é que a Bahia passe a integrar o quadro daqueles que estão comprometidos com a preservação ambiental.
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