Revoltados com o atraso de pagamento salarial, pois as empresas terceirizadas chegam a levar noventa dias sem cumprir as obrigações trabalhistas mensais, os trabalhadores em limpeza foram homenageados ontem, numa audiência pública promovida pela Comissão da Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT).
A homenagem foi provocada pelas comemorações do Dia do Trabalhador em Limpeza (gari), ocorridas no dia 16, mas serviu principalmente para que dirigentes do Sindilimp/Ba e os próprios trabalhadores reclamassem da discriminação porque passam em termos profissionais, com assédio moral e, acima de tudo, do caos que enfrentam com o atraso salarial pelas empresas terceirizadas.
Bira Corôa considera preocupante o desrespeito a esses profissionais, mas fez questão de destacar que estará ao lado deles não somente na via do entendimento, mas também no caminho do enfrentamento, já que os trabalhadores decidiram acampar na Governadoria no dia 26, por tempo indeterminado, promovendo inclusive um apitaço.
O deputado petista garantiu que, ontem à tarde, já iniciaria os entendimentos com a liderança do governo na Assembleia e também com todas as secretarias envolvidas na questão das terceirizadas em limpeza com o governo do estado.
"Apesar de tudo isso, temos que comemorar esta data, pois a categoria conseguiu um dia de referência. Ouvimos atentamente todas as reivindicações dos trabalhadores, através dos dirigentes Luiz Carlos Suíca e Ana Angélica e de outros trabalhadores e vamos à luta. Queremos o diálogo e abriremos uma mesa de negociações para chegarmos a uma solução", afirmou Bira Corôa.
Os trabalhadores alegam que todos os caminhos tentados para uma mesa de negociações não obtiveram sucesso, mas confiam que o deputado Bira Corôa, por ter marcado sua trajetória política como sindicalista, poderá intermediar com as autoridades uma solução para esta categoria, pois os trabalhadores estão passando por muitas humilhações, inclusive para alimentar os familiares. "Estamos pedindo socorro", ressalta o sindicalista Suíca.
"Infelizmente temos uma situação muito mais crítica do que comemorativa. O assunto requer urgência, pois afeta a sobrevivência de uma categoria importantíssima na vida da sociedade. Estou à disposição desse processo de luta para mais uma conquista. Não dá para assistir e ficar sem encontrar alternativas urgentes", concluiu Bira Corôa.
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