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AL concede título de cidadão baiano a Márcio Polidoro

Publicado em: 18/05/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ao lado de seus familiares, o homenageado recebeu a placa das mãos do deputado Javier Alfaya e de Marcelo Nilo, presidente da Assembleia
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Paulista de Araçatuba, Márcio Polidoro, diretor de Comunicação Social do grupo Odebrecht, recebeu da Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira, exatamente às 10h50, o título de cidadão baiano que lhe foi outorgado por unanimidade a partir de uma iniciativa do deputado Javier Alfaya (PCdoB). A sessão solene reuniu no plenário do Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães expoentes do mundo empresarial e cultural do estado.
Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, pontualmente às 10h. Antes do início dos pronunciamentos, o coral "Vozes Reveladas", regido pelo maestro Sérgio Souto, fez uma apresentação. Após a execução do Hino Nacional, o primeiro orador da solenidade foi exatamente o autor da proposição que conferiu a cidadania baiana a Márcio Polidoro, o deputado Javier Alfaya. Ele fez um breve resumo biográfico do homenageado, destacando ações que o diretor comandou na Odebrecht responsáveis pelo engrandecimento do mundo cultural baiano.

RECONHECIMENTO

Para o comunista, os soteropolitanos, em especial, e toda a Bahia, reconhecem o inestimável valor do trabalho educativo e cultural exercido pelo competente homem de letras e cultura que é Márcio Polidoro. Javier frisou que a honraria "ora recebida se deve à extensa folha de serviços prestada ao nosso estado, fruto de uma dedicação extremada". O deputado informou ainda que o executivo da Odebrecht nasceu em Araçatuba, sendo graduado em Licenciatura em Letras e Pedagogia.
"Naquela empresa Márcio Polidoro exerce o importante cargo de diretor de Comunicação", continuou Javier, que a ele creditou o mérito de ser defensor do apoio cultural que a organização tem prestado à Bahia. Como listar essas ações seria tarefa longa e difícil, dada à sua extensão, o parlamentar comunista abordou aquelas mais significativas, a exemplo da restauração da Santa Casa de Misericórdia da Bahia e a montagem de exposições que marcaram o universo cultural do estado.
Destas, o deputado destacou a que foi centrada em Monteiro Lobato, realizada na Biblioteca Pública do Estado, e a feita em homenagem a Ruy Barbosa, que ocorreu no Fórum Ruy Barbosa. Para Javier Alfaya, deve-se ressaltar a participação de Márcio Polidoro na decisão da empresa de investir na recuperação da Escola de Medicina da Bahia e na sua informatização – uma ajuda extraordinária para o estado. Ele falou ainda da importância do prêmio Clarival do Prado Valladares e das publicações patrocinadas pela empresa.
Em seguida à fala de Javier Alfaya, o presidente Marcelo Nilo convidou sua esposa Ana Laura, Guilherme e Márcio, seus dois filhos presentes (ele possui quatro outros filhos), para entregarem ao homenageado, conjuntamente com ele próprio e o proponente, o diploma que o consagra como "Cidadão Baiano". Marcelo Nilo manifestou o prazer que sentia ao presidir a solenidade, parabenizou Márcio Polidoro e exortou as organizações Odebrecht – empresa que é motivo de orgulho da Bahia e do Brasil, pela excelência dos serviços que presta e por sua preocupação social permanente.

EMOÇÃO

Emocionado, ao agradecer, o "baiano" Márcio Polidoro revelou que sequer em seus mais remotos lampejos de fantasias correria o risco de incluir a possibilidade de um dia estar nesta tribuna do Legislativo, agradecendo a honraria que "a iniciativa generosa do deputado Javier Alfaya tornou realidade". Em seguida explicou que sua história na Bahia começou em 1988, quando foi convidado a visitar o estado, numa sexta-feira, a convite de um amigo, para um final de semana em que conheceria a Odebrecht S/A.
"Acabei ganhando um livro da empresa para ler e, no domingo, quando conclui o livro, liguei para a família chamando todos para Salvador". Explicou que aquela leitura revelou para ele uma organização empresarial que se distinguia de tudo que havia conhecido. "O principal fator de distinção da Odebrecht diz respeito à base de princípios sobre a qual sua cultura foi construída, base que se contrapõe às culturas empresariais que se organizam e se estruturam a partir de normas", registrou.
Foi nesse ambiente, continuou, "proporcionado pela empresa que busca criar condições para que as pessoas se realizem profissionalmente, econômica e psicologicamente, que construí minha história na Bahia. E isso foi essencialmente o que eu tentei fazer, a cada dia, mais e melhor", frisou. Descontraindo o ambiente sisudo da sessão, ele contou uma história que reflete exatamente o baiano típico. Ainda sem conhecer direito Salvador, foi ao Estádio da Fonte Nova assistir a um jogo com o filho, de táxi.
Ao final da partida, sem condução, saíram andando à procura de um meio de voltar para casa. Já no início da madrugada conseguiram carona. Uma caminhonete com um rapaz parou e perguntou se eles precisavam de ajuda. "No momento pensei na loucura, pois estava pegando carona com meu filho no carro de um estranho, mas era a única solução para voltar para minha residência", lembrou. O motorista cumpriu o que prometeu e levou Márcio e o filho para casa. "Ao perguntar de que forma eu podia retribuir a boa ação do rapaz, ele me pediu que eu fosse dormir em paz com meu filho", concluiu.
"Portanto, ontem (quinta) , quando fui escrever estas palavras desatei na minha cabeça um enigma: gente generosa existe no mundo todo, mas um gesto como esse é coisa da Bahia. Por isso, eu não queria apenas ser igual àquele homem, eu queria mesmo era ser baiano."
A Mesa de Honra dos trabalhos foi composta pelos deputados Marcelo Nilo, Javier Alfaya, pelo homenageado e ainda pelo presidente do conselho de administração da Odebrecht, Emílio Odebrecht; pelo representante do secretário de Turismo, Wesley Moreira; pela superintendente das Obras Sociais de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e pelo presidente do conselho da Associação Comercial, João Sá.



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