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Petista quer Operação Gêmeos na ativa

Publicado em: 15/05/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Representante dos rodoviários, J. Carlos solicita uma maior repressão contra os assaltos nos coletivos
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Em breve, a "Operação Gêmeos", grupo de prevenção e repressão a roubos em coletivos, deve ser desmembrada da Companhia de Rondas Especiais da Polícia Militar (Rondesp) e voltará a atuar especificamente no combate a assalto a ônibus. É o que pretende o representante dos rodoviários na Assembleia Legislativa, deputado J. Carlos (PT), que para isso apresentou indicação endereçada ao governador Jaques Wagner e ao secretário da Segurança Pública, César Nunes.
De acordo com o petista, desde que a Operação Gêmeos foi incorporada à Companhia de Rondas Especiais da Polícia Militar (Rondesp), sua função foi desviada e os rodoviários e passageiros ficaram vulneráveis. "Os rodoviários justificam que quando ocorre um assalto a ônibus e a um banco de forma simultânea, a ocorrência de roubo a coletivo fica sempre em segundo plano", denunciou o deputado, justificando a urgência do seu pedido.
Nos três primeiros meses deste ano, os assaltos a coletivos atingiram proporções alarmantes, contabilizando 612 assaltos a ônibus em Salvador, uma média de 6,8 por dia, com seis passageiros mortos e 16 feridos. Outra reivindicação do deputado é a criação de novos postos de atendimento especializados em roubos a coletivos, onde as vítimas poderão registrar as ocorrências sem precisar se locomover até ao Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerrc), na Baixa do Fiscal, onde atualmente são feitos os boletins de ocorrências relativos a assalto a ônibus.
"Essa é uma luta do Sindicato dos Rodoviários que vem sendo travada em parceria com meu mandato na Assembleia Legislativa e que já foi levada ao secretário César Nunes, que se mostrou bastante receptivo à ideia e já criou dois postos da Gerrc, um no Terminal Rodoviário de Salvador e outro na 12a Delegacia de Polícia (Itapuã)", comemorou J. Carlos, justificando que a maioria dos passageiros se nega a prestar queixa na Gerrc quando o ônibus é assaltado em lugares, como Pituba, aeroporto ou em outros locais distantes do subúrbio.
"É comum as vítimas se negarem a fazer o registro por causa da distância, indo apenas o motorista e o cobrador", explicou. Em breve deverão ser implantadas unidades da Gerrc em Mussurunga, Terminal Nova Esperança, Transbordo do Iguatemi e Cajazeiras, descentralizando o serviço com o objetivo de agilizar os registros de assaltos a coletivos.



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