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Assembleia concede cidadania baiana ao juiz Argemiro Dutra

Publicado em: 08/05/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ao lado de Álvaro Gomes, Heraldo Rocha entrega a honraria a Argemiro Dutra
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A Assembleia Legislativa concedeu título de cidadão baiano ao juiz Argemiro de Azevedo Dutra, da 3a Vara Cível de Salvador. A homenagem foi proposta pelo deputado Heraldo Rocha (DEM) e ocorreu durante sessão realizada, na tarde de ontem, no plenário. A mesa dos trabalhos foi presidida por Heraldo e contou com a presença do deputado Álvaro Gomes (PCdoB), do ex-prefeito de Santo Amaro João Melo, do desembargador Gilberto Caribé, representando o Tribunal de Justiça; e os executivos da Penha Papéis e Embalagens Ltda. Sadao Miki e Funabashi Yoshio.
"Estou entregando este título com muita gratidão e amizade", disse o autor da homenagem, pedindo que o magistrado continue "servindo à Bahia e ao Brasil". O parlamentar disse que tem sido testemunha das grandes soluções que Argemiro trouxe no intuito de colaborar com a sociedade. Durante seu discurso de saudação, Heraldo citou algumas passagens do homenageado em terras baianas e se dedicou, a título de exemplo, mais especialmente a uma ação do "juiz-cidadão" em Santo Amaro que salvou 700 empregos diretos, quando foi titular daquela comarca.
"Era uma sexta-feira e me ligaram dizendo que a Coelba iria cortar a eletricidade de uma fábrica por falta de pagamento", contou ele, procurando descrever a situação em que se encontrava o empreendimento, quando o processo de falência chegou à mesa do juiz, que, se desse o despacho favorável, teria sacrificado toda a comunidade. Ele, no entanto, propiciou a manutenção das máquinas funcionando, com a transferência da administração para a Penha, que manteve os empregos e ampliou a produção de papel.

ANALFABETISMO

"Ser juiz não é simplesmente analisar a letra fria da lei", definiu o homenageado, ressaltando que, sobretudo atualmente, "tem que exercer uma missão muito nobre de aplicar a lei pensando no social". Ele também se referiu ao processo da Penha e se disse incomodado com a grande miséria e analfabetismo que afligem a população de Santo Amaro. As dificuldades da fábrica agravaram a situação do município, chegando a provocar quebras no comércio.
Referindo-se à carreira de juiz como uma missão, Argemiro disse que "estamos aqui de passagem e todos temos uma missão, sejam as mais nobres ou as mais simples". Para ele, quanto mais nobre os cargos exercidos, maior severa a cobrança será ao final da vida. "Tudo o que fiz na minha vida, entendo que fiz por obrigação", definiu. O magistrado se disse emocionado com a homenagem oferecida pela Assembleia Legislativa: "É difícil expressar em palavras o que brota no coração."
Carioca de nascimento, Argemiro contou que só volta ao Rio de Janeiro para visitar a mãe, Maria de Lourdes. "Minha preocupação é que a Bahia se transforme no Rio", revelou, referindo-se ao crescimento da violência no estado. Aos 47 anos, se revelou um sonhador e disse que ainda tem muitos projetos.
Antes de entrar para a judicatura, ele foi vendedor, gerente de venda em Fortaleza, árbitro de futebol no Rio de Janeiro e advogado em sua cidade natal, nas áreas criminal e trabalhista. "Para sorte nossa, ele veio para a Bahia", avaliou Heraldo, em seu discurso, referindo-se à chegada de Argemiro no Oeste baiano, onde continuou advogando e, após prestar concurso público, se tornou juiz de direito. Ocupou a comarca de Correntina, atuando em substituição em diversas outras comarcas até ser promovido por merecimento para a comarca de Caetité e depois para Guanambi, Santo Amaro, chegando a Salvador, onde é titular da 3a Vara Cível.



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