O Dia do Trabalho, comemorado em 1º de maio, foi saudado na Assembleia Legislativa da Bahia pelos deputados Bira Corôa (PT) e Ângela Sousa (PSC), através de moções de congratulação. "Este é o dia que é destinado a homenagear aqueles que constroem a nação", parabeniza a parlamentar.
Já Bira Corôa lembra que, no final do século XIX, operários de diversas partes do mundo viviam um dos piores momentos do modo de produção capitalista, quando era comum a exploração do homem. Era buscada a extração da mais-valia, através de baixos salários e condições de trabalho precárias e até a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas de até 17 horas diárias. "Não existiam férias, descanso semanal e aposentadoria. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização, como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos", afirma. Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando direitos dos trabalhadores. Greves explodiam por todo o mundo industrializado. As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas.
De acordo com Ângela Sousa, em 1889, no Congresso Socialista realizado em Paris, foi criado o Dia Mundial do Trabalho, em 1º de maio. A data foi escolhida porque em 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos, trabalhadores promoveram uma greve geral. Dentre as reivindicações, os protestos contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigiam redução da jornada de trabalho para 8 horas. "Naquele dia, milhares de trabalhadores foram às ruas e realizaram manifestações, passeatas, piquetes e discursos. Mas houve repressão, ocorrendo, inclusive, prisões, feridos e 12 mortos nos confrontos entre operários e polícia", salienta.
BRASIL
No Brasil, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. Eram vistas como reivindicações anarquistas e, mais tarde, comunistas. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, piqueniques, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.
Com Getúlio Vargas, o 1º de maio ganhou status de "dia oficial" do trabalho, data em que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam às reivindicações dos trabalhadores, e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria. Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após a ditadura militar, conseguiu-se ou consolidou-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as férias remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, licença maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.
"Hoje, o Dia do Trabalho deve ser festejado por toda a nação; devem-se respeitar todos os direitos e conquistas e caminhar juntos na luta por melhores condições de trabalho e salários mais dignos. Devemos também lutar pela erradicação do trabalho infantil que, infelizmente, ainda é percebido no país. Parabéns trabalhadores! É da sua lida laboral e diária que este país vem galgando, cada vez mais, espaço e destaque no cenário mundial", ressalta a deputada Ângela Sousa.
O deputado Bira Corôa, por sua vez, lembra a batalha dos trabalhadores. "A luta permanece até hoje e continuará a existir. Reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano".
REDES SOCIAIS