O déficit de professores na rede estadual de ensino voltou a dominar os debates na Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, presidida pelo deputado Fábio Santana (PRP). Os integrantes do colegiado decidiram esperar mais uma semana para que a Secretaria de Educação do Estado implemente as medidas para minimizar os problemas causados pela falta de professores nas salas de aula – que tem levado a frequentes manifestações de estudantes nas vias públicas da capital baiana.
A deputada Eliana Boaventura (PP) relatou o encontro que ela – acompanhada por uma comissão formada por diretores, professores e pais de alunos – teve com o secretário de Educação, Adeum Sauer. Segundo ela, o secretário apontou como alguns dos fatores para o déficit a aposentadoria de três mil professores no ano passado e a recusa de mil professores que passaram na última seleção pública em trabalhar fora das áreas previstas no edital do concurso.
"Eles não comparecem à sala de aula, alegando falta de segurança, mas continuam recebendo os salários. Só perdem as gratificações", criticou a deputada. De acordo com Eliana, o secretário se comprometeu a encaminhar um projeto de lei para obrigar esses profissionais a darem aula. "O problema é que eles (os professores) estão respaldados pelo edital do concurso", explicou a deputada.
O deputado Luiz de Deus (DEM) defendeu a convocação do secretário Adeum Sauer para que exponha os números da crise na educação pública estadual. "Dessa forma, poderemos conhecer os números exatos da crise", observou ele. A proposta, no entanto, foi recusada pelos demais integrantes da comissão com o argumento de que é preciso dar um tempo para que as medidas comecem a surtir efeito. Dentre elas, está a contratação emergencial de três mil professores via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) para minimizar o déficit de professores, que está estimado em dez mil profissionais.
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