MÍDIA CENTER

Cepi faz audiência pública para ouvir Márcio Meirelles

Publicado em: 29/04/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

Secretário da Cultura ouviu as reivindicações da comunidade do Centro Histórico
Foto:  

"Se o Pelourinho esta abandonado, é preciso que se diga por quem!", enfatizou o secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, na audiência pública promovida pela Comissão Especial de Promoção da Igualdade (Cepi), que debateu a revitalização e sustentabilidade do Centro Histórico, enfatizando, principalmente, a região do Pelourinho. Para o secretário, no final dos 90, o projeto que foi implementado pelo governo do estado não priorizou o humano e acabou transformando aquele espaço em cenografia para encantar o turista estrangeiro, modelo que, segundo ele, não deu certo em nenhum lugar do mundo.
Ainda para Márcio, o estado não tem se furtado em implementar ações que farão o Pelô auto-sustentável. No entanto, "não podemos viver na espera de migalhas do estado". A participação da comunidade é considerada fundamental, uma vez que a população foi alijada do outro processo. Nesse sentido, Beatriz Cerqueira, coordenadora geral do Escritório de Referência Centro Antigo de Salvador, informou que a secretaria, além de criar mecanismos que vem ouvindo a comunidade, como as câmaras temáticas, contratou empresas de consultoria que realizaram um estudo e apresentarão o diagnóstico, no dia 6 de maio, no Palácio da Aclamação, no Campo Grande. "Vamos sair de uma situação opinativa e passar para o caráter cientifico", salientou Beatriz, destacando que, de posse desse material, será elaborado o plano de reabilitação do Centro Histórico.

AUSÊNCIA

O empresário Clarindo Silva, coordenador do projeto cultural Cantina da Lua, emocionou-se ao lembrar das dificuldades que os moradores e comerciantes enfrentam para manter seus negócios. Segundo ele, existem lugares que se transformaram em depósitos de mosquitos da dengue, pontos de uso de drogas e de prostituição. Diversos oradores, que lotaram o Plenarinho da Assembleia Legislativa, relataram problemas com a iluminação, com os estacionamentos clandestinos, com o lixo, mas os pronunciamentos mais enfáticos versaram sobre a forma agressiva que os visitantes são abordados pelos ambulantes e moradores de rua. O presidente do colegiado, o deputado petista Bira Corôa (PT), lamentou a ausência de entes municipais na audiência pública, uma vez que grande parte das reclamações efetuadas versam sobre a competência da prefeitura. "Já realizamos vários eventos para discutir o Centro Histórico e não recebemos nenhuma representação nem respostas por parte de poder municipal", frisou.
"É preciso dizer os problemas, mas é necessário apresentar soluções", salientou Aristófanes Muniz Fernandes, coordenador do Montepio dos Artistas, que apresentou, conjuntamente com Clarindo, um projeto cultural cobrando maior agilidade da Conder na aceleração das obras da sétima etapa da revitalização, solicitando da Deltur, Delegacia de Proteção ao Turista, ações integradas com a Polícia Militar no combate aos fatos delituosos. Nesse documento são cobradas ações mais efetivas das secretarias estadual e municipal de Ação Social, da Transalvador, Juizado de Menores e Conselho Tutelar.



Compartilhar: