A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa aprovou, ontem, a convocação do delegado-chefe da Polícia Civil da Bahia, Joselito Bispo, para que ele esclareça porque os membros do colegiado foram impedidos de ter acesso às delegacias de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), na região do Iguatemi, e à Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Coletivos, na Baixa do Fiscal. Segundo o presidente do colegiado, deputado João Carlos Bacelar (PTN), os delegados titulares e plantonistas dessas unidades informaram que estavam cumprindo ordens e não poderiam permitir a inspeção.
Este fato ocorreu na última quinta-feira, dia 16, quando, além do presidente, os deputados democratas Heraldo Rocha (DEM), líder da minoria, e Eliedson Ferreira (DEM) foram barrados nas delegacias em uma visita planejada pela comissão. "É constitucional, cabe ao Legislativo fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta", frisou o presidente. "Se a 13a Delegacia, em Cajazeiras, a única que permitiu a nossa entrada, estava no estado caótico que encontramos, imagine as outras", salientou Eliedson.
VISITAS
José Eduardo Firmes, membro da Comissão de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal, compareceu ao colegiado, objetivando unir forças em prol da "dignidade da pessoa humana". Bacelar agradeceu a visita e garantiu que pretende estreitar esta parceria para que "possamos materializar ações neste sentido". Amanhã, a comissão visitará a cidade de Valença para promover uma audiência pública que debaterá a situação da segurança nos municípios da Costa do Dendê.
Quem também compareceu ao colegiado para expor as condições de trabalho da categoria foi Gerluiz Paixão de Jesus, presidente do Sindicato dos Peritos Criminalistas da Bahia. "Queremos paridade salarial e melhores condições, não queremos greve nem paralisação, pois quem mais sofre é a sociedade", afirmou.
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