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AL marca presença na Bienal do Livro

Publicado em: 23/04/2009 00:00
Editoria: Diário Oficial

O escritor e professor Délio Pinheiro representou o presidente Marcelo Nilo em fórum literário
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Com 31 livros editados nos últimos dois anos e tiragem de mais de 50 mil exemplares, a Assembleia Legislativa da Bahia tem contribuído de forma significativa para a produção de livros no estado. Os números foram apresentados, ontem, pelo assessor para Assuntos de Cultura da AL, Délio Pinheiro, que representou o presidente Marcelo Nilo no II Fórum da Rede Nordeste do Livro e Leitura, encontro que discute o tema Reflexões sobre o Livro na Bahia e no Nordeste. O evento faz parte das atividades da 9ª Bienal do Livro da Bahia, que acontece no Centro de Convenções até o dia 26.
Participaram da mesa de abertura do Fórum, que aconteceu no auditório Guido Guerra, o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, os gestores do Ministério da Cultura, Tarciana Portella, Fabiano dos Santos e José Castilho, o presidente da Academia de Letras da Bahia, Edivaldo Boaventura, e o presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro. No encontro, foram destacadas as ações dos órgãos públicos para a criação de uma política efetiva de produção e comercialização do livro no Nordeste.

AVANÇOS

Délio falou sobre o programa editorial da AL, destacando o modelo de parcerias e convênios da instituição com a Academia de Letras da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Câmara Baiana do Livro, Fundação Pedro Calmon e Associação Comercial da Bahia, ressaltando, também, a importância das coleções próprias promovidas pela AL como a Ponte da Memória, Selo 1ª Edição e Coleção Gente da Bahia. "Nos últimos anos a Assembleia Legislativa da Bahia passou a participar ativamente da cadeia produtiva do livro, com um resultado que ultrapassa o de muitas editoras do estado", afirmou Pinheiro.
O programa editorial tocado pela Assessoria de Comunicação Social do Legislativo obteve decisivo apoio das mesas diretoras presididas pelos deputados Clóvis Ferraz e Marcelo Nilo, avançando em termos numéricos do lançamento de quatro livros por biênio para, respectivamente, 22 e 31 nos últimos anos. Esta abertura não foi meramente numérica, frisou Délio Pinheiro, pois o público visado não se resume agora unicamente ao letrado, acadêmico, cultores de publicações eruditas.
Esta vertente permanece ativa. Consubstanciada em livros há muito fora de catálogo – como o Centro da Cidade de Salvador, escrito pelo professor Milton Santos – e outras publicações indicadas pela Academia de Letras da Bahia. Mas, sem perda de qualidade, busca-se atingir a um público maior como selos que colocam no mercado textos inéditos ou ainda trabalhos de marketing cultural com a finalidade da preservação da nossa memória recente, como acontece com a vitoriosa coleção Gente da Bahia, que já conta com cinco livros publicados, outros três em gráfica e uma dezena em fase de produção.
Esta coleção têm edição com tiragem maior (os cinco primeiros estão sendo reedidatos) e pretende lembrar o papel representado por personagens únicos da vida da Bahia para a história recente, criando mesmo o que se convencionou chamar de "baianidade", frisa o assessor cultural da Assembleia. Para ele, o que era apenas uma ação de marketing cultural extrapolou esse objetivo primordial, revelando-se uma ferramenta poderosa para a recuperação de obras importantes, fora de catálogo das editoras comerciais e para a perenidade da memória da Bahia, deixando um saldo de alto valor cultural e humanístico.
Antes de encerrar a sua participação no Fórum, ele agradeceu a "honraria de que havia sido cumulado pelo deputado Marcelo Nilo" e revelou a satisfação do presidente da Assembleia com o convite endereçado pelo secretário Márcio Meirelles ao Legislativo para debater a cultural baiana através de uma de suas peças mais importantes: O livro. E adiantou que novas parcerias estão sendo executadas pela Assembleia, como a firmada com o Museu Eugênio Teixeira Leal para a edição e publicação do notável ciclo de palestras ocorridos naquela casa de cultural organizado pelo saudoso professor José Calasans.
A 9ª Bienal do livro da Bahia conta com 385 expositores e quatro espaços culturais com programações independentes: Café Literário, Arena Jovem, Circo das Letras e Praça do Cordel e Poesia. Elisa Lucinda, Cipriano Luckesi, Frei Betto, Gilberto Dimenstein, João Gilberto Noll e Luiz Ruffato são alguns dos escritores que confirmaram participação no evento. O valor do ingresso é de R$ 6,00, mas professores, bibliotecários, autores e crianças têm entrada gratuita.



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